Poços de Caldas, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Deputados acionam PGE e pedem inelegibilidade de Nikolas Ferreira por abuso de poder
Brasil

Deputados pedem cassação e inelegibilidade de Nikolas Ferreira por documento falso

Ação apresentada à Procuradoria-Geral Eleitoral acusa o deputado de abuso de poder político e uso indevido das redes sociais.

Três deputados federais do PT pediram à Procuradoria-Geral Eleitoral a cassação do mandato e a inelegibilidade de Nikolas Ferreira (PL-MG) por oito anos. A ação acusa o parlamentar de divulgar nas redes sociais um documento falso atribuído à Polícia Federal para negar suspeitas relacionadas à Operação Compliance Zero.

O pedido foi apresentado por Rogério Correia (PT-MG), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Alencar Santana (PT-SP). Os parlamentares também solicitaram a abertura de inquérito criminal para investigar a falsificação de selos públicos e a disseminação de desinformação.

A Polícia Federal afirmou que não produziu o documento nem realizou a análise apresentada na imagem. O suposto relatório simulava uma conclusão oficial da corporação e dizia não haver indícios de crimes cometidos pelo deputado.

O que aponta o laudo

Um laudo técnico anexado à ação identifica inconsistências no material compartilhado. A imagem apresentava conversas datadas de janeiro de 2025, embora as mensagens reais analisadas na investigação tenham ocorrido em março de 2025. Também não havia assinatura, matrícula de servidor, número de procedimento ou código de verificação.

Outra divergência envolve a página 156. No relatório verdadeiro da Polícia Federal, o trecho trata de pagamentos a um escritório de advocacia, e não do conteúdo reproduzido na imagem que circulou nas redes sociais.

O caso surgiu após a divulgação de mensagens e áudios entre Nikolas Ferreira e o empresário Daniel Vorcaro. O material foi obtido em um celular apreendido pela Polícia Federal durante a operação que apura fraudes financeiras, lavagem de dinheiro, corrupção e obstrução de justiça envolvendo o Banco Master.

Nikolas declarou que não sabia que o documento era falso. Segundo ele, a publicação havia sido compartilhada de outra página e foi apagada após a repercussão.

Os deputados afirmam que a remoção não elimina o impacto da publicação. Eles também destacam que o parlamentar tem mais de 27 milhões de seguidores em suas contas oficiais e sustentam que as regras eleitorais exigem a verificação de conteúdos de terceiros antes da divulgação.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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