O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) voltou a criticar Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a controvérsia nas redes sociais envolvendo o nome do senador e Nossa Senhora Aparecida. Em uma publicação, Caiado afirmou que as explicações do adversário aumentaram a repercussão do episódio e pediu respeito às diferentes religiões e à fé dos brasileiros.
“Quanto mais Flávio tenta se explicar, mais ele se complica. Como sempre”, escreveu Caiado. Na sequência, o candidato do PSD pediu que o adversário não transforme o tema religioso em parte do confronto eleitoral: “Tenha respeito pelas religiões e pela fé do povo brasileiro!”.
A manifestação deu continuidade a críticas feitas durante o fim de semana. No domingo (27/9), depois de participar de uma missa na Paróquia Nossa Senhora Aparecida e Santa Edwiges, em Goiânia, Caiado defendeu que a disputa pela Presidência não fosse convertida em conflito religioso.
Na ocasião, ele afirmou ser católico praticante e disse ser afilhado de Nossa Senhora das Graças. Também defendeu que cada pessoa tenha liberdade para escolher e exercer sua religião, sem que as divergências políticas interfiram nesse direito. Para Caiado, o processo eleitoral não deve ser politizado nem levado a um enfrentamento entre grupos religiosos.
Como a polêmica começou
A discussão ganhou força depois que publicações passaram a associar Flávio Bolsonaro a uma proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. O projeto, no entanto, não tem relação com o candidato do PL. A proposta foi apresentada pelo então deputado Victorio Galli em 2007 e arquivada pela Câmara dos Deputados em agosto de 2008.
O assunto também foi impulsionado por um comentário exibido no programa Em Pauta, da GloboNews, sobre uma suposta mobilização de setores evangélicos. A fala original não atribuía a iniciativa a Flávio, mas trechos circularam nas redes sociais vinculando o caso ao candidato. O canal corrigiu a informação e pediu desculpas.
Flávio Bolsonaro negou ter defendido qualquer iniciativa para alterar a condição de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil.
No sábado (26/9), Caiado já havia se manifestado sobre o tema sem citar Flávio pelo nome. Ao declarar-se católico e devoto de Nossa Senhora das Graças, afirmou que lhe doía ver alguém querer apagar Nossa Senhora Aparecida da história do Brasil.
No domingo, o candidato ampliou o discurso e disse que o uso da religião na campanha havia ultrapassado os limites da disputa eleitoral. Caiado afirmou ainda que o ódio estava distorcendo o equilíbrio da campanha e da convivência entre as pessoas.








