Poços de Caldas, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
A próxima viagem começa aqui
Flávio Bolsonaro presenteou o pai, Jair, na prisão com livro em que bispo JB Carvalho ataca “santos católicos”
Foto: Divulgação Comunicada das Nações/Evaristo Sá AFP
Brasil

Livro dado por Flávio a Bolsonaro critica santos católicos e Nossa Senhora

Obra de JB Carvalho foi entregue ao ex-presidente três dias após a prisão, em novembro de 2025, segundo o relato apresentado.

Jair Bolsonaro recebeu do filho Flávio Bolsonaro o livro Metanoia – A Chave está em sua mente três dias após ser preso em uma cela da Polícia Federal, em novembro de 2025. A prisão ocorreu depois que o ex-presidente tentou romper a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda.

A obra é assinada por JB Carvalho, pastor e líder da Comunidade das Nações, igreja frequentada por Flávio Bolsonaro, Fernanda Bolsonaro e Michelle Bolsonaro. Em um capítulo chamado “Guerra Cultural”, Carvalho afirma que os santos católicos seriam antigos deuses pagãos incorporados ao cristianismo.

O livro defende uma transformação da mente e propõe o abandono de um pensamento considerado limitado em favor de uma consciência expandida. Na parte dedicada à história do cristianismo, o autor sustenta que elementos do paganismo foram assimilados pela religião cristã após a expansão do cristianismo pelo Império Romano.

Carvalho cita uma interpretação segundo a qual os deuses de diferentes povos teriam sido substituídos por santos católicos. Ele também afirma que a mensagem original do Evangelho teria sido adulterada e relaciona esse processo ao gnosticismo, apresentado na obra como uma heresia do primeiro século.

Críticas à tradição católica

A oposição apresentada no livro não se limita ao culto aos santos. Carvalho também contrasta a cultura católica medieval com a Reforma Protestante. Na obra, o trabalho aparece associado ao castigo no contexto medieval católico e à vocação na visão protestante.

JB Carvalho também escreveu A Bomba – A verdade pode ser explosiva, publicado em 2001. Nesse livro, ele defende a retirada de Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira do Brasil e descreve a devoção à imagem como uma fraude e um engodo.

Em culto na Comunidade das Nações, neste domingo (27), Carvalho voltou a criticar a devoção católica às imagens. Em um trecho publicado pela igreja no Instagram, afirmou: “O que Deus denuncia é a fraude de quem transforma a adoração em uma representação”.

O teólogo, pastor, licenciado em história e pós-graduado em Ciências Políticas Zé Barbosa Jr. analisou a obra e disse que a declaração do bispo suaviza posições já expressas em A Bomba. Segundo ele, o livro associa a figura venerada pelos católicos a uma entidade maligna e atribui ao culto à padroeira problemas enfrentados pelo Brasil.

Em outro trecho da obra, Carvalho convoca cristãos brasileiros a rejeitar Nossa Senhora Aparecida como senhora da nação e a reconhecer Jesus Cristo como único Senhor no país. O autor também relaciona à devoção à padroeira acontecimentos como recessão, inflação, secas, enchentes e criminalidade, mencionando o período posterior à escolha de Tancredo Neves como presidente eleito depois da Ditadura Militar.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5