Um ex-deputado federal de Minas Gerais afirma que o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), candidato ao governo do estado, usou aeronaves privadas para viajar entre Minas e Brasília desde o início do mandato. O relato contrasta com declarações do parlamentar de que costuma fazer o trajeto de carro.
Segundo a denúncia, Cleitinho utilizou aviões de Euclydes Pettersen, presidente estadual do Republicanos, e também viajou, entre 2025 e 2026, em um Cesna 210L de prefixo PR-SBS. A aeronave pertence ao empresário e fazendeiro Roberto Altino, de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce.
De acordo com o relato, Altino é amigo pessoal de Pettersen e o avião era cedido para que o senador viajasse semanalmente entre Divinópolis e Brasília. O trajeto começava em uma pista alternativa localizada em uma fazenda da região e terminava no aeródromo de São Sebastião, próximo à capital federal.
Relação política
A proximidade entre Cleitinho e Pettersen também aparece na trajetória partidária do senador. Pettersen o levou para o então PSC, legenda pela qual Cleitinho foi eleito em 2022. Em dezembro daquele ano, os dois deixaram o partido após a sigla não atingir a cláusula de barreira e iniciar uma fusão com o Podemos.
O relato menciona ainda outro turboélice pertencente a Pettersen, que teria sido usado diversas vezes pelo senador. A aeronave é avaliada em aproximadamente US$ 22 milhões.
Um jatinho ligado a Pettersen foi levado a leilão por R$ 8 milhões. O avião havia sido apreendido por determinação do ministro André Mendonça, em uma investigação sobre o caso conhecido como Farra do INSS. Conforme a investigação, há suspeita de que a aeronave tenha sido comprada com dinheiro relacionado ao esquema.
Cleitinho não teria usado especificamente o avião levado a leilão. A assessoria do senador foi procurada, mas não respondeu até a publicação. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.







