SÃO PAULO — O Índice de Confiança da Construção (ICST) caiu 1,4 ponto em setembro e chegou a 90,5 pontos, informou o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). Na média móvel trimestral, o indicador recuou 0,4 ponto, para 91,6 pontos.
A queda foi registrada tanto na avaliação do momento atual quanto nas expectativas. O Índice de Situação Atual (ISA-CST) diminuiu 1,0 ponto, para 90,7 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-CST) baixou 1,6 ponto, também para 90,5 pontos.
Para Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do FGV Ibre, a pesquisa mostra “cautela e pessimismo moderado”. O resultado deixou o ICST 2,0 pontos abaixo do nível observado em setembro de 2025.
Entre os componentes da situação atual, a Situação Atual dos Negócios marcou 89,3 pontos. O diferencial em relação ao mês anterior foi de -1,3 ponto. A Carteira de Contratos ficou em 92,2 pontos, menor patamar desde dezembro de 2025, com variação de -0,8 ponto na comparação mensal.
Nas expectativas, a Demanda Prevista atingiu 90,1 pontos, o menor nível desde maio de 2021. O indicador caiu 3,8 pontos ante o mês anterior. Em sentido contrário, a Tendência dos Negócios avançou 0,5 ponto e chegou a 90,8 pontos.
Capacidade instalada
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da construção diminuiu 0,7 ponto percentual, para 78,1%. Os índices de utilização de mão de obra e de máquinas e equipamentos também recuaram: 0,5 e 0,1 ponto percentual, respectivamente. Com isso, ficaram em 79,8% e 72,8%.







