Poços de Caldas, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
A próxima viagem começa aqui
MPGO recorre para elevar pena de PM condenado por morte em Anápolis
Brasil

MPGO recorre para elevar pena de PM condenado por morte em Anápolis

Thiago Marcelino Machado recebeu pena de 14 anos, enquanto dois réus foram absolvidos no julgamento realizado pelo Tribunal do Júri.

O Ministério Público de Goiás recorreu da condenação do policial militar Thiago Marcelino Machado para tentar aumentar a pena de 14 anos de prisão pelo homicídio duplamente qualificado de Lucas Eduardo de Lima Dutra. O crime aconteceu em maio de 2023, em Anápolis, e o julgamento foi realizado na última terça-feira, 16, pelo Tribunal do Júri.

A promotora de Justiça Márcia Gomes Bueno sustenta que a condição de policial militar e o uso do cargo durante o crime devem ser considerados para elevar a reprovação da conduta. O MPGO também contestou o reconhecimento da confissão espontânea. Segundo o recurso, Thiago não admitiu o homicídio, mas afirmou que Lucas teria morrido durante um confronto policial, versão rejeitada pelos jurados.

A sentença estabeleceu o início da pena em regime fechado, determinou a prisão imediata do policial e fixou indenização mínima de R$ 100 mil pelos danos causados pelo crime. Thiago também perdeu o cargo público. Ele já havia sido desligado da corporação por uma condenação anterior: 16 anos e 4 meses de prisão pela morte de Guilherme Vieira Camilo, em Anápolis, em 2014.

O julgamento

Lucas foi atingido por disparos em 25 de maio de 2023, em um terreno baldio ao lado de uma residência. Os jurados reconheceram a autoria, a existência do crime e as qualificadoras de motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Na definição da pena, a Justiça considerou a agravante do motivo torpe e a atenuante da confissão. Os fatores foram compensados, e a punição permaneceu em 14 anos de reclusão.

Isac Fernando Bastos Sousa e Denilson de Oliveira Custódio, que também respondiam ao processo, foram absolvidos. Durante o julgamento, o próprio MPGO pediu a condenação apenas de Thiago.

A decisão menciona elementos da investigação que indicariam possível alteração proposital da cena e apresentação de versões para dar aparência de legalidade à ação policial. Também registra indícios de que Lucas teria sido executado de forma planejada e estaria amarrado.

O Ministério Público ainda apontou possível omissão no Registro de Atendimento Integrado. Conforme o recurso, a companheira de Lucas estava no local da abordagem, mas não teria sido citada no documento. Informações da Polícia Civil indicaram que ela teria sido mantida em um veículo descaracterizado e levada à Rodoviária de Anápolis para deixar a cidade. A mulher tinha um mandado de prisão em aberto.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5