A chapa do PSDB para deputado federal em Goiás entrou em crise nesta quinta-feira, 24, depois que Felipe Cecílio fez ataques públicos a Professor Alcides, integrante do próprio partido. O episódio ocorreu a 10 dias do 1º turno e ampliou a pressão sobre Marconi Perillo, candidato tucano ao governo estadual.
Em vídeo, Cecílio retomou acusações contra Alcides, chamou o correligionário de “abusador” e pediu que os eleitores não votassem “na pedofilia”. Professor Alcides já negou as acusações. As denúncias mencionadas por Cecílio não representam uma condenação judicial.
A filiação de Alcides ao PSDB teve o aval de Marconi Perillo e foi oficializada em março, durante um evento com a presença do ex-governador. Antes disso, a chapa proporcional do partido havia perdido Flávia Teles, viúva de Maguito, Henrique Arantes e Pastor Jeferson Rodrigues, nomes considerados competitivos.
Distância na disputa pelo governo
A Genial/Quaest divulgou nesta quinta-feira, 24, uma pesquisa com Daniel Vilela em 42% das intenções de voto e Marconi com 19%. No levantamento anterior, o governador havia crescido cinco pontos, enquanto o ex-governador oscilou de 20% para 19%.
Com isso, a diferença entre os dois passou de 17 pontos para 23. Na contagem dos votos válidos, Daniel chega a 50%. A pesquisa foi divulgada a 10 dias do 1º turno eleitoral.
Marconi Perillo, que foi governador por quatro mandatos, entrou na campanha apostando na recuperação ao longo da disputa, com uso da nostalgia e de seu legado político. Até o momento, porém, os números indicam movimento contrário: em 2026, o tucano aparece 23 pontos atrás de Daniel Vilela.
O ex-governador também carrega o histórico de não ter perdido uma disputa eleitoral até 2018. Agora, além de tentar reduzir a diferença na corrida pelo Palácio das Esmeraldas, precisa lidar com o conflito entre integrantes da chapa do PSDB para a Câmara dos Deputados.








