SÃO PAULO — O Índice de Expectativas Empresariais (IE-E) caiu 1,2 ponto em setembro e fechou em 87,9 pontos, segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). O indicador recuou em cinco dos últimos sete meses, em uma trajetória de aumento do pessimismo entre os empresários.
A piora foi mais intensa nas projeções para o futuro. O componente que mede o otimismo com a demanda nos três meses seguintes diminuiu 0,7 ponto, para 87,1 pontos. Já o indicador sobre a evolução dos negócios seis meses à frente caiu 1,7 ponto, alcançando 89,0 pontos.
Situação atual também recua
O Índice da Situação Atual Empresarial (ISA-E) teve baixa de 1,1 ponto em setembro e ficou em 90,8 pontos. Esse foi o menor nível desde fevereiro de 2022, quando o indicador registrou 90,6 pontos.
Entre os componentes, a satisfação das empresas com a situação atual dos negócios recuou 2,3 pontos, para 89,1 pontos. O indicador que mede o nível de demanda no momento presente apresentou movimento contrário, com alta de 0,2 ponto, para 92,6 pontos.
Resultado geral
O Índice de Confiança Empresarial (ICE) caiu 1,2 ponto no mês, chegando a 89,3 pontos. Considerando as médias móveis trimestrais, o indicador registrou a segunda queda consecutiva e manteve tendência declinante.
Para Aloisio Campelo Jr., pesquisador do FGV Ibre, a retração da confiança foi disseminada pelos quatro setores pesquisados. Ele citou a deterioração das expectativas, com projeções piores para a demanda nos próximos três meses e para a situação dos negócios nos próximos seis meses.
Na avaliação do pesquisador, a combinação de demanda mais fraca, acúmulo de estoques na indústria e elevado comprometimento da renda das famílias contribui para a maior cautela das empresas.







