Flávio Bolsonaro anunciou que não participará do debate presidencial cancelado pela TV Globo e disse que fará uma live para apresentar sua versão sobre a ausência. O candidato afirmou que sua equipe estava pronta para comparecer ao encontro e relacionou a decisão a alegações de censura e interferência do Judiciário no processo eleitoral.
“Eu não vou compactuar com censura e interferência do Judiciário nas eleições”, declarou Flávio em um vídeo publicado nas redes sociais.
A transmissão foi anunciada para 21h30, na TV Celular Flávio Bolsonaro. Segundo o candidato, a iniciativa também representa uma forma de respeito aos eleitores que aguardavam a apresentação de propostas e o confronto entre os concorrentes. Ele afirmou que a live teria participações especiais e espaço para explicar os acontecimentos que levaram à decisão de não ir ao debate.
Na parte final da manifestação, Flávio pediu votos para tentar definir a eleição no primeiro turno. Ele voltou a associar sua candidatura à defesa da democracia e afirmou que o país enfrenta uma situação de “sequestro” democrático. O candidato encerrou o vídeo repetindo seu número eleitoral.
Por que o debate foi cancelado
A TV Globo cancelou o debate previsto para a noite desta quinta-feira, 1º, depois de receber duas decisões judiciais que modificaram as condições do encontro. Uma delas proibiu a exposição do púlpito vazio de Lula (PT), enquanto a outra determinou a inclusão de Renan Santos, do Missão.
A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acolheu um pedido da coligação de Lula e suspendeu as regras previstas para candidatos ausentes. O regulamento permitia manter no cenário o púlpito identificado com o nome do candidato e autorizava perguntas dirigidas a ele, com 30 segundos em uma das rodadas de tema livre. A decisão impediu as duas medidas relacionadas a Lula.
A outra determinação foi assinada pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido do Solidariedade. A decisão garantiu a participação de Renan Santos.
A Globo informou que os convidados iniciais foram definidos pelo critério de representação partidária de pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional. Com essa regra, foram chamados Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Lula (PT). O Missão tem um parlamentar no Congresso.
A emissora afirmou que as decisões tomadas pouco antes do debate provocaram insegurança jurídica e classificou as mudanças como interferência indevida na organização do encontro eleitoral.







