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Fóssil de microrraptorino revela caminhos diferentes até o voo
Brasil

Fóssil de microrraptorino revela caminhos diferentes até o voo

Estudo compara mudanças anatômicas de um dinossauro chinês com as primeiras aves e identifica trajetórias evolutivas distintas.

A comparação entre um dinossauro emplumado e as primeiras aves sugere que estruturas ligadas ao voo podem ter surgido por caminhos evolutivos diferentes. A análise faz parte do estudo do Norellraptor barsboldi, nova espécie identificada a partir de um fóssil encontrado no nordeste da China.

Os pesquisadores mapearam 194 mudanças anatômicas na evolução dos microrraptorinos, grupo próximo das aves. Dessas transformações, 57 também aparecem na linhagem das aves, mas a ordem em que ocorreram não foi a mesma. Nos microrraptorinos, alterações nos dedos teriam precedido mudanças nos ossos do peito, do ombro e do punho. Entre as aves, a sequência reconstruída foi inversa.

A diferença não permite saber, sozinha, como o Norellraptor se deslocava no ar. A conclusão se baseia na história evolutiva reconstruída com a anatomia do animal e na comparação com outras espécies.

O que o fóssil preservou

O esqueleto mede cerca de 57 centímetros e está praticamente completo. Depois da morte, algumas estruturas saíram de sua posição original. Ainda assim, foram preservadas marcas de penas perto de um dos braços, no quadril, na cauda e nas pernas.

A conservação não permite reconstruir toda a plumagem. Os autores consideram possível que uma das mãos tivesse penas assimétricas, característica relevante para investigar a evolução do voo.

A espécie foi reconhecida pela combinação de características ósseas, como grandes aberturas no focinho, à frente dos olhos, e uma bacia levemente curvada, terminada em uma pequena projeção. O animal também tinha dentes com bordas serrilhadas e uma garra curva no segundo dedo do pé.

Fóssil encontrado na província de Liaoning

Um agricultor encontrou o material nas proximidades de Lamadong, na província de Liaoning. Depois, o fóssil foi doado ao Museu da Universidade Hebei GEO. A descoberta foi publicada nesta terça-feira, 29, na revista Nature Communications.

A idade do animal foi estimada a partir de uma amostra do rádio, osso do antebraço analisado ao microscópio. As marcas de crescimento indicam que ele viveu por mais de dois anos. Como camadas antigas podem ter sido reabsorvidas, a estimativa mais cautelosa é de pelo menos três anos.

A análise também apontou mudanças no ritmo de crescimento do osso ao longo da vida. Para os pesquisadores, o dado permite comparar o desenvolvimento dos braços do Norellraptor com o de outros microrraptorinos, embora ainda haja poucos fósseis disponíveis para esse tipo de investigação.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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