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Roupas compartilhadas ganham espaço entre jovens e impulsionam consumo consciente
Foto: /Getty Images
Brasil

Roupas compartilhadas ganham espaço entre jovens e impulsionam consumo consciente

Trocas, empréstimos, brechós on-line e revenda mudam a relação da geração Z com a moda e a propriedade.

A geração Z está transformando a maneira de consumir moda ao priorizar trocas, empréstimos, aluguel, brechós on-line e revenda. Entre jovens, uma peça pode circular por diferentes guarda-roupas, ser usada em combinações variadas e ganhar novos significados sem que o foco esteja na posse permanente.

A mudança combina influência das redes sociais com uma preocupação ética ligada ao consumo. Para a stylist Manu Carvalho, “Eles têm a moda como assunto, principalmente por causa do TikTok”. Nesse ambiente, referências de estilo se espalham rapidamente, e vestir-se funciona como uma forma de comunicação.

A lógica também se distancia da ideia de que as tendências dependem apenas de coleções de luxo ou de lançamentos do varejo. O espírito comunitário entre os jovens fortalece práticas como compartilhar roupas, trocar peças e comprar itens de segunda mão. A intenção é ampliar as possibilidades de uso sem estimular o acúmulo.

O mercado global de segunda mão deve chegar a 393 bilhões de dólares em 2030, conforme dados da consultoria GlobalData. A geração Z e os millennials devem representar 71% desse crescimento. Já uma pesquisa da BCG com a Vestiaire Collective aponta que os itens usados correspondem a 28% dos guarda-roupas analisados.

Mais acesso e menos permanência

A velocidade com que as tendências mudam reduz o sentido de manter todas as peças guardadas. Isso não significa que os jovens tenham perdido o interesse por roupas. A busca é por mais maneiras de experimentar, combinar, fotografar, publicar e fazer os itens circularem.

Na cultura pop, Olivia Rodrigo usa referências vintage e de arquivo na construção de sua identidade visual. Hailey Bieber e Kendall Jenner aparecem com peças de luxo, itens básicos e roupas vintage, além de compartilharem looks. No Brasil, Sasha Meneghel e Bruna Marquezine mostram como uma mesma peça pode ser reinterpretada em estilos diferentes.

Entre adolescentes, os empréstimos também estão ligados à confiança. “Quando eles estão emprestando, não estão pensando no valor da peça, mas no valor da confiança pela pessoa”, afirma Manu Carvalho. Por isso, as trocas costumam ocorrer entre pessoas com gostos parecidos, que já compram considerando a possibilidade de dividir as roupas.

Nesse modelo, o preço deixa de ser o único indicador de valor. Uma peça cara pode ser compartilhada, alugada ou revendida, enquanto uma roupa barata pode ganhar importância ao passar por várias pessoas. A circulação amplia a vida útil e permite que o mesmo item participe de diferentes histórias.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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