GOIÁS — A Polícia Civil bloqueou judicialmente R$ 11 milhões em contas e bens ligados a investigados na Operação Demolição, deflagrada nesta terça-feira, 29, contra uma organização criminosa suspeita de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
A ação cumpriu sete mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão na Região Metropolitana de Goiânia e em Hidrolândia. Os alvos, segundo a Polícia Civil do Estado de Goiás, tinham funções relacionadas à distribuição dos entorpecentes e à estrutura financeira do grupo.
Laboratórios e empresas de fachada
As apurações da Delegacia Estadual de Repressão aos Narcóticos (Denarc) começaram em 2025. Durante o trabalho, os policiais identificaram e fecharam três laboratórios de refino mantidos pela quadrilha.
O dinheiro obtido com a venda de drogas era movimentado por meio de contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas usadas como fachada. Entre as empresas estava uma falsa construtora, que movimentou mais de R$ 10 milhões em apenas seis meses.
Em uma diligência no endereço declarado como sede da empresa de construção civil, os agentes constataram que o estabelecimento não existia no local informado.
Embalagens com referências a filmes
A logística de distribuição também foi observada pelos investigadores. As embalagens das drogas faziam referência a serviços de entrega rápida de refeições e produtos, além de apresentarem elementos visuais associados a filmes de Hollywood, como O Poderoso Chefão.
A operação foi conduzida pela Polícia Civil do Estado de Goiás por meio da Denarc.







