A chegada de Rodrigo Pacheco ao Tribunal de Contas da União (TCU) recompõe o quadro de nove ministros titulares do órgão. A posse ocorreu nesta quarta-feira, 30, e encerrou a atuação do ex-presidente do Senado no Legislativo.
Pacheco assume a cadeira que ficou disponível após Bruno Dantas renunciar ao cargo no fim de agosto. A nomeação foi formalizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na segunda-feira, 28, depois da aprovação do nome pelo Congresso.
A escolha começou no Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), apresentou a indicação em 31 de agosto, na mesma data em que Dantas comunicou sua saída do tribunal. Em 1º de setembro, os senadores aprovaram o nome de Pacheco por 63 votos a 4. No dia seguinte, a Câmara dos Deputados confirmou a indicação com 404 votos favoráveis, 61 contrários e uma abstenção.
Nova função
O TCU faz o controle externo da administração pública federal e fiscaliza a aplicação dos recursos públicos. Das nove cadeiras do tribunal, seis são escolhidas pelo Congresso Nacional e três são preenchidas por indicação do presidente da República, conforme as regras constitucionais.
Aos 49 anos, Pacheco poderá permanecer no cargo até completar 75 anos, quando ocorre a aposentadoria compulsória. Isso representa cerca de 26 anos de permanência na Corte.
Advogado, ele foi deputado federal antes de chegar ao Senado por Minas Gerais, onde exerceu dois mandatos consecutivos na presidência da Casa. Seu nome também foi cogitado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) e para disputar o governo de Minas Gerais, mas nenhuma dessas candidaturas foi assumida. A posse no TCU marca o início de sua atuação no órgão responsável pela fiscalização das contas da União.







