Perfumes árabes passaram a disputar espaço com fragrâncias tradicionais e produtos de nicho no Brasil. A procura aumentou nos últimos dois anos, impulsionada pela duração de algumas opções, pelos aromas marcantes e por preços mais acessíveis, segundo Gleicianne, da Import Perfumes.
A comerciante afirma que o movimento também avançou em Goiás. Além de consumidores interessados em usar os produtos, há pessoas buscando revender as fragrâncias como uma segunda fonte de renda. “Está com um crescimento muito grande no Brasil”, diz Gleicianne.
Notas intensas e presença prolongada
Âmbar, baunilha, madeiras e almíscar aparecem entre as notas usadas na perfumaria do Oriente Médio. As combinações criam fragrâncias descritas por Gleicianne como mais quentes, intensas e sensuais, características que agradam ao público brasileiro.
A concentração de óleos essenciais e o uso de matérias-primas de qualidade também contribuem para a intensidade de alguns perfumes. A comerciante ressalta, porém, que a duração não é igual em todos os produtos: há opções cuja fixação varia de seis horas até 12 horas.
Preço aproxima novos consumidores
O valor é outro fator que amplia o alcance dessas fragrâncias. Clientes acostumados a comprar perfumes de nicho por R$ 1.200 ou R$ 1.500 passaram a experimentar alternativas árabes encontradas na faixa de R$ 400 a R$ 500. Alguns produtos concorrentes podem ultrapassar R$ 1 mil.
A comparação de preços também atrai consumidores com perfis variados. Entre os clientes citados por Gleicianne estão porteiros, funcionários e empresários. Para ela, o cenário econômico favoreceu a busca por produtos que combinam custo mais baixo, intensidade e duração.
Embalagens viram parte da experiência
Os frascos são outro elemento usado para chamar a atenção. Muitos perfumes árabes apostam em embalagens grandes, sofisticadas e com aparência luxuosa. “Eles apostam em frascos bem bonitos, marcantes, luxuosos”, afirma Gleicianne.
A exposição nas redes sociais também aumentou a visibilidade dos produtos. Vídeos e avaliações no TikTok e no Instagram ajudaram a despertar a curiosidade de consumidores brasileiros por fragrâncias que antes eram menos conhecidas.
Revenda cria uma segunda renda
O interesse pelo segmento cresceu dos dois lados: entre quem compra para uso próprio e entre pessoas que querem comercializar os perfumes. Gleicianne trabalha com esses produtos há quase dois anos e mantém uma operação online voltada a consumidores e revendedores.
A possibilidade de começar a vender sem necessariamente manter uma loja física é apontada por ela como um dos fatores que ajudam a explicar a expansão. Com preços competitivos, aromas marcantes, boa duração e frascos associados ao luxo, os perfumes árabes alcançaram públicos variados no mercado brasileiro.







