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Perícia contraria versão de reação em caso envolvendo advogado Davi Sebba, diz MP
Brasil

Perícia contraria versão de reação em caso envolvendo advogado Davi Sebba, diz MP

Promotoria apontou ausência de digitais e resíduos de disparo, além de mudanças na cena do crime e contradições em depoimentos de PMs.

A perícia apresentada pelo Ministério Público não encontrou digitais de Davi Sebba na arma exibida pelos policiais militares nem resíduos de disparos nas mãos do advogado. Os dados foram usados pela acusação para contestar a versão de que ele teria reagido durante uma abordagem.

O MP também afirmou que a cena do crime sofreu alterações. Segundo a promotoria, não havia estojos de munição no local e os vestígios analisados indicavam mudanças na disposição original da cena.

Contradições e suspeita de extorsão

Na manhã desta sexta-feira, 2, a acusação sustentou que os policiais acusados pela morte de Davi pretendiam extorqui-lo. Para o Ministério Público, a abordagem não saiu como planejado e, depois do assassinato, os agentes teriam criado uma narrativa para justificar o crime e atingir a reputação do advogado.

A promotoria apontou contradições entre os relatos prestados pelos policiais à Corregedoria da PM e à Polícia Civil. Também contestou a informação de que os agentes teriam encontrado maconha no estacionamento de um supermercado dias depois do assassinato. O local, conforme a acusação, passava por limpeza diária.

O MP citou ainda um relatório que classificava Davi como integrante de uma organização criminosa. Para a promotoria, a associação do advogado ao crime organizado fazia parte da tentativa de justificar a morte e prejudicar sua imagem.

“Há 14 anos estão montando um Davi traficante, perigoso, armado (…) é um processo que tá tudo errado: é policial sem farda, é traficante sem droga, é vítima sem arma e um filho sem o pai há 14 anos”, declarou o promotor Esli Gomes.

Outras suspeitas apresentadas aos jurados

A acusação mencionou investigações da Operação Madeira de Lei, da Polícia Federal, que envolveram policiais suspeitos de vazamento de informações. Também relatou suposta coação de testemunhas, com pressão para que pessoas prestassem depoimentos favoráveis aos agentes.

Depois da apresentação técnica e da análise das provas, o Ministério Público exibiu fotografias de Davi na infância. A promotoria afirmou que buscava recuperar a história pessoal do advogado diante da tentativa de apresentá-lo como responsável pela própria morte.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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