Poços de Caldas, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Assessora de Flávio negociou emenda com condenado em caso Marielle
Brasil

PF investiga negociação de emendas entre assessora de Flávio e miliciano

Mensagens indicam atuação de Maria de Fátima Bezerra Castro junto a Robson Calixto, condenado no caso Marielle Franco.

A Polícia Federal investiga a negociação de emendas parlamentares entre uma assessora do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Robson Calixto, conhecido como “Peixe”, condenado neste ano por organização criminosa no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL).

A apuração foi deflagrada em julho deste ano e autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Os investigadores analisam se recursos enviados a entidades ligadas aos irmãos Brazão, também condenados pelo assassinato de Marielle, foram desviados.

Emenda para instituto

Uma das entidades sob investigação recebeu R$ 199 mil de uma emenda indicada por Flávio Bolsonaro ao Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop). Em nota, o senador afirmou que a destinação ocorreu dentro da legislação e dos critérios técnicos do Ministério do Esporte.

Flávio também declarou que a entidade apresentou notas fiscais dos materiais comprados e devolveu os valores que não foram utilizados. Segundo ele, a execução dos recursos cabe à entidade beneficiária, enquanto eventuais irregularidades devem ser apuradas pelos órgãos de controle.

As mensagens analisadas pela PF apontam, na avaliação dos investigadores, que Maria de Fátima Bezerra Castro atuava como interlocutora direta de Calixto no gabinete do senador. Ela teria convidado o miliciano para um evento com Flávio Bolsonaro, com o objetivo de fazer a cobrança pessoalmente.

Em novembro de 2023, Calixto pediu ajuda à assessora para que o instituto recebesse apoio e pudesse concluir o projeto. Maria de Fátima respondeu: “Reforça o pedido com o senador”. No celular do miliciano, o contato dela estava registrado como “Fafá Flávio Bolsonaro”.

Outros recursos sob análise

Calixto foi preso preventivamente dois meses depois e recebeu novo mandado de prisão em julho passado. A PF também investiga o envio de cerca de R$ 400 mil para Barra do Piraí (RJ), por meio de uma organização alvo da apuração. O total repassado via emenda seria de R$ 599.128,00.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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