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Preços na indústria sobem 0,36% em agosto, impulsionados por alimentos
Foto: Agência CNI
Brasil

Preços na indústria sobem 0,36% em agosto, impulsionados por alimentos

Índice de Preços ao Produtor acumulou alta de 3,47% em 2026, enquanto os alimentos avançaram 1,99% no mês.

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) subiu 0,36% em agosto, após recuar 0,83% em julho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador acompanha os preços na saída das fábricas, sem incluir impostos e fretes.

O resultado de agosto levou o IPP a acumular alta de 3,47% em 2026. No período de 12 meses encerrado no mês, a variação foi de 2,53%. Entre as 24 atividades analisadas, 14 registraram aumento de preços.

Na indústria de transformação, a taxa passou de -0,67% em julho para 0,19% em agosto. Já a indústria extrativa teve alta de 4,33%, depois de registrar queda de 4,38% no mês anterior.

Alimentos lideram impacto

Os preços dos alimentos avançaram 1,99% em agosto, na terceira alta mensal consecutiva. Foi a maior variação do segmento desde novembro de 2014, quando o aumento chegou a 2,18%.

A atividade respondeu por 0,47 ponto percentual da alta mensal do IPP. No acumulado de 2026, os alimentos subiram, em média, 2,70% e contribuíram com 0,65 ponto percentual para o avanço de 3,47% do índice.

O desempenho contrasta com o de 2025, quando os preços do segmento acumulavam queda de 7,70% até agosto. Em 12 meses, a variação ainda ficou negativa, em -0,38%, mas menos intensa do que em janeiro, quando chegou a -9,92%, e em julho, quando estava em -2,92%.

Arroz e carne bovina foram os principais responsáveis pela alta dos alimentos em agosto. O IBGE relacionou o aumento do arroz semibranqueado ou branqueado à alta do arroz em casca, sua matéria-prima, além da oferta limitada e da demanda forte.

No caso das carnes bovinas frescas ou refrigeradas, o instituto apontou a desvalorização de 0,8% do real diante do dólar entre julho e agosto e a demanda externa. Com resíduos da extração de soja e rações ou outras preparações para alimentação de animais, os itens responderam por 1,65 ponto percentual da alta de 1,99% dos alimentos.

Além dos alimentos, a indústria extrativa contribuiu com 0,18 ponto percentual, enquanto a metalurgia registrou aumento de 2,13%.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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