O IPCA-15 subiu 0,70% em setembro, depois de recuar 0,40% em agosto, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa foi a maior para um mês de setembro desde 2021, quando o índice avançou 1,14%, e representou a alta mensal mais intensa desde abril deste ano, que registrou 0,89%.
O resultado ficou acima da mediana das 27 projeções reunidas pelo Valor Data, de 0,55%. As estimativas variavam entre 0,37% e 0,65%.
Acumulado e meta de inflação
Em 12 meses, o IPCA-15 passou a acumular alta de 4,47%, ante 4,24% até agosto. No acumulado de 2026 até setembro, o avanço foi de 3,82%.
A alta em 12 meses também superou a mediana das 25 estimativas do Valor Data, de 4,30%. O intervalo projetado ia de 4,13% a 4,42%. Para 2026, a meta de inflação perseguida pelo Banco Central é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para baixo ou para cima.
Grupos de despesas
Cinco das nove classes de despesas mudaram de direção entre agosto e setembro. Alimentação e bebidas passaram de -0,57% para 0,40%; habitação, de -1,41% para 2,07%; vestuário, de -0,20% para 0,41%; transportes, de -1% para 0,60%; e comunicação, de -0,02% para 0,54%.
Também houve aceleração em artigos de residência, de 0,04% para 0,55%, e despesas pessoais, de 0,66% para 0,96%. Em sentido contrário, saúde e cuidados pessoais desaceleraram de 0,40% para 0,13%, enquanto educação passou de 0,46% para 0,03%.
O IPCA-15 é calculado a partir de uma cesta de consumo de famílias com rendimento entre um e 40 salários mínimos. O índice considera nove regiões metropolitanas — Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba — além de Brasília e Goiânia.
A proporção de itens com aumento de preços, medida pelo Índice de Difusão, subiu de 52% em agosto para 53,7% em setembro, conforme cálculos do Valor Data. Sem alimentos, o indicador ficou em 54,1%.







