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Prévia da inflação chega a 4,47% em 12 meses após alta de setembro
Brasil

Prévia da inflação chega a 4,47% em 12 meses após alta de setembro

IPCA-15 avançou 0,7% no mês, pressionado por energia elétrica, alimentos, passagens aéreas e cigarro.

O IPCA-15 acumulou alta de 4,47% em 12 meses após avançar 0,7% em setembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou acima da mediana de 0,55% projetada por 27 instituições financeiras e também superou o teto das estimativas, de 0,65%.

A variação deixou o índice mais distante da meta anual de inflação do Conselho Monetário Nacional, fixada em 3%, com limite superior de 4,5%. Economistas avaliam que o país pode terminar o ano acima desse teto. Adriano Valladão, do Santander, projeta inflação de 5% no ano e afirma que o índice pode subir até o primeiro trimestre do ano que vem.

Antes da aceleração de setembro, o IPCA-15 havia registrado deflação de 0,31% em agosto e variação de 0,06% em julho. Para Valladão, a alta foi concentrada em itens mais voláteis, como energia elétrica, cigarro, passagens aéreas, gasolina, alimentação no domicílio e transporte por aplicativo.

A maior pressão veio do grupo Habitação, que subiu 2,07%. A energia elétrica residencial teve alta de 7,42%, depois de cair 6,25% em agosto. O movimento ocorreu com o fim da incorporação do bônus de Itaipu nas faturas emitidas no mês anterior. O item respondeu sozinho por 0,29 ponto do índice.

Alimentação e bebidas avançou 0,4%, após quedas de 0,66% em julho e 0,57% em agosto. Dentro do grupo, a alimentação no domicílio subiu 0,38%, depois de recuar 1,14% em julho e 0,97% em agosto. Tomate, arroz e carnes tiveram altas de 20,76%, 2,39% e 1,30%, respectivamente.

André Braz, coordenador dos índices de preços do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV-IBRE), relaciona parte do comportamento dos alimentos às condições climáticas, mas afirma que ainda não há indicação de uma tendência prolongada de alta. O economista também avalia que os efeitos do El Niño podem pressionar a agricultura e a inflação.

No grupo Transportes, a alta foi de 0,60%, influenciada pelo aumento de 9,82% nas passagens aéreas. Em Despesas pessoais, que subiu 0,96%, o cigarro teve alta de 14% a partir de 1° de agosto. As carnes também podem ser afetadas pelas restrições da China à carne bovina brasileira. Em 2026, o país estabeleceu cotas anuais com salvaguarda tarifária de 1,106 milhão de toneladas e sobretaxa de 55% sobre o volume excedente.

Efeito sobre os juros

As instituições financeiras divergiram sobre o impacto do resultado na política monetária. Júlio Barros, do Daycoval, considera que a leitura adiciona dificuldades para um corte na próxima reunião e projeta a manutenção da taxa em 13,75% em novembro. Gabriel Pestana, da Genial Investimentos, também aponta riscos relacionados a serviços, alimentos e gasolina.

Em sentido diferente, André Braz prevê mais um corte de 0,25 ponto em novembro. Adriano Valladão avalia que a surpresa de setembro, por estar concentrada em componentes voláteis, não seria suficiente para mudar a decisão do Banco Central. A projeção de Valladão é de que a inflação comece a perder força no segundo trimestre de 2027.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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