A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que vai decidir se Alexandre de Moraes será investigado por seu suposto envolvimento com Daniel Vorcaro foi suspensa e será retomada às 14h. Nenhum ministro havia votado até o intervalo, e Dias Toffoli e Kássio Nunes Marques declararam-se suspeitos.
O presidente do STF, Edson Fachin, informou que o plenário votará uma questão de ordem para interromper a sessão até a semana seguinte e reunir os casos relacionados. Ao voltar do intervalo, os ministros deverão definir a ordem e o procedimento dos julgamentos, previstos para o dia 23 de setembro.
Embate entre os ministros
Durante a sessão, Moraes afirmou que a análise do caso desta terça-feira, 15, não poderia ocorrer sem considerar o processo que discutirá, na semana seguinte, a atuação de André Mendonça. Em meio ao confronto, questionou: “Quem tem medo da Polícia Federal?”
Mendonça respondeu que a questão não era medo e disse que se manifestaria no momento destinado à sua fala. Moraes então declarou ter testemunhas, entre policiais e advogados, para sustentar que Mendonça teria pedido a inclusão de um colega em uma colaboração premiada. Mendonça chamou a afirmação de mentira.
Moraes também rejeitou a declaração de que os relatórios da Polícia Federal solicitados por ele para investigar a conduta de Mendonça seriam apócrifos. Segundo o ministro, Mendonça teria pedido sua inclusão no caso por “estar a serviço de um grupo político que quis dar um golpe neste país”. Moraes defendeu que os dois processos sejam julgados juntos.
A crise começou após Mendonça retirar o sigilo de documentos da investigação sobre o banqueiro Daniel Vorcaro. Entre os materiais estão mensagens supostamente trocadas entre Vorcaro e Moraes, registros de encontros e um contrato de R$ 130 milhões entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.
Em manifestação enviada ao STF na segunda-feira, 14, Moraes negou irregularidades, favorecimento a Vorcaro ou ao Banco Master. Ele afirmou que nunca julgou processos ligados ao banqueiro ou à instituição e questionou a legalidade da investigação conduzida por Mendonça. O plenário ainda analisará se os elementos reunidos justificam a abertura de investigação contra Moraes.






