O hino da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás (Aflag), “Mulheres de Azul”, tem letra assinada por Sílvia Lourdes do Nascimento Rodrigues. A melodia foi composta por Maria Lucy da Veiga Teixeira, também integrante da academia. O poema destaca a atuação de mulheres na literatura e nas artes em Goiás e a memória construída por essa presença.
Nascida na Cidade de Goiás em 20 de abril de 1929, Sílvia morreu em 16 de setembro de 1999. Filha de Affonso Franklin do Nascimento e Maria Djanira do Nascimento, foi casada com o escritor José Lopes Rodrigues.
Entre a música e a literatura
Sílvia atuou como poetisa, violonista, violinista, professora e ativista cultural. Estudou com Crundwal Costa e com o maestro belga Jean François Douliez. Conforme estudiosos, a influência estética de Douliez aparece na construção melódica dos poemas e madrigais da autora.
Ela conquistou o primeiro lugar com uma letra em forma de madrigal para a obra “Conselho”, de Douliez, e recebeu prêmios nacionais e internacionais na Bélgica e na Holanda. Também venceu, em 1947, o concurso para Contadora do IBGE. Em 1988, foi aprovada para a Orquestra Sinfônica de Goiás como violinista e atuou na formação por vários anos.
A participação institucional incluiu a União Brasileira de Escritores-Seção Goiás, a Aflag, a Ordem dos Músicos e a Orquestra Filarmônica de Goiás. Na formação acadêmica, graduou-se em Ciências Contábeis e Atuariais, Ciências Econômicas pela UCG, atual PUC-GO, e Ciências Jurídicas e Sociais pela UFG.
Livros e sonetos
Sílvia publicou sonetos em periódicos nas décadas de 1970 e 1980 e foi mencionada em obras de mapeamento literário. Em “Madrugada”, de 1968, reuniu poemas marcados por introspecção, imagens delicadas e metáforas, além da busca pela transcendência.
Entre suas publicações estão “Convite à Poesia”, inédito, de 1970, e “Laços de Fita”, também inédito, de 1980.







