GOIÁS — O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) foi o agente mais encontrado entre os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) com resultado positivo no país em 2026. Dados do sistema InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), registram 151.165 ocorrências da síndrome no período.
O VSR apareceu em 41,1% dos registros com identificação de vírus respiratório. Depois vieram o rinovírus, com 31,4%; a influenza A, com 17%; a influenza B, com 5,5%; e o SARS-CoV-2, com 3,8%.
Em Goiás, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) contabilizou 6.881 casos de SRAG entre janeiro e meados de agosto de 2026. O total ficou 19,5% abaixo do registrado no mesmo intervalo de 2025, quando foram contabilizadas cerca de 8,5 mil ocorrências. A influenza esteve associada a 10,78% dos registros, enquanto 42,73% não tiveram o agente causador identificado e foram classificados como SRAG não especificada.
Proteção para crianças pequenas
No estado, os menores de 2 anos formam o grupo com mais ocorrências, seguido pelos idosos. A circulação do VSR é uma preocupação entre as crianças pequenas porque o vírus está ligado a aproximadamente 75% dos casos de bronquiolite viral aguda e a cerca de 40% das pneumonias registradas nos períodos de maior circulação em menores de 2 anos, conforme dados do Ministério da Saúde.
O agente também pode estar relacionado a internações por SRAG, sobretudo entre bebês e crianças com condições que elevam o risco de complicações. Em Goiânia, uma estratégia sazonal de proteção foi oferecida até 31 de agosto a menores de 2 anos que apresentavam condições específicas, como cardiopatia congênita com repercussão hemodinâmica, doença pulmonar crônica decorrente da prematuridade, imunocomprometimento grave, Síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares graves ou anomalias congênitas das vias aéreas.
Para prematuros que nasceram com até 36 semanas e seis dias de gestação, a proteção continua disponível durante todo o ano. Em 2026, o Ministério da Saúde incorporou o nirsevimabe ao Sistema Único de Saúde (SUS). O anticorpo monoclonal previne formas graves da infecção pelo VSR, e a oferta pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) começou em fevereiro.
Sinais que exigem atendimento
A SRAG pode resultar de diferentes vírus respiratórios e de outros agentes infecciosos. Falta de ar, tosse persistente e piora de doenças respiratórias preexistentes estão entre os sinais que, segundo a SES-GO, devem levar à procura por atendimento médico.
A vacinação é uma das medidas para diminuir o risco de infecções e de formas graves. A orientação é manter o esquema vacinal atualizado, principalmente para crianças, idosos e outros grupos mais suscetíveis a complicações.







