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Calor e pressão exigem atenção após 9.123 mortes cardíacas em Goiás
Brasil

Calor e pressão exigem atenção após 9.123 mortes cardíacas em Goiás

Dados do Ministério da Saúde mostram impacto de infartos, AVCs e insuficiência cardíaca no estado ao longo de 2025.

A medição de 120/80 mmHg, conhecida popularmente como “12 por 8”, passou a ser classificada como pré-hipertensão pela 9ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial. O alerta ganha relevância em Goiás, onde doenças cardiovasculares provocaram 9.123 mortes ao longo de 2025, conforme dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.

A classificação considera pré-hipertensão os valores entre 120 e 139 mmHg de pressão sistólica ou entre 80 e 89 mmHg de pressão diastólica. Uma única medição não é suficiente para diagnosticar hipertensão: a avaliação deve levar em conta resultados repetidos, histórico clínico e outros fatores de risco.

Calor pode afetar a circulação

O calor intenso e a baixa umidade, condições típicas desta época do ano no Centro-Oeste, podem favorecer a desidratação e alterar a circulação sanguínea. Em temperaturas elevadas, os vasos se dilatam para ajudar no controle da temperatura corporal, enquanto a transpiração aumenta a perda de água. Com menos volume de sangue circulante, a pressão pode mudar e o coração pode acelerar os batimentos.

Idosos, hipertensos e pessoas que usam medicamentos continuamente precisam redobrar os cuidados, segundo o cardiologista Giuliano Serafino Ciambelli, coordenador da área de Cardiologia do Ânima Centro Hospitalar, em Anápolis. “Manter a ingestão constante de água e não suspender remédios sem orientação médica são regras de ouro no calor”, afirma.

O cuidado deve ser maior entre quem utiliza diuréticos e medicamentos para controle da pressão. Mudanças na dose ou a interrupção do tratamento devem ocorrer somente após avaliação médica.

Sinais que podem indicar infarto

Em 2025, foram registradas 4.678 mortes relacionadas ao infarto, 2.728 associadas ao Acidente Vascular Cerebral (AVC) e 1.717 por insuficiência cardíaca. Goiás ocupa a 9ª posição entre as unidades da Federação em número de óbitos por complicações cardiovasculares. O Dia Mundial do Coração será celebrado na próxima terça-feira, 29.

A dor ou pressão no peito é um sinal conhecido do infarto, mas pode não aparecer. Mulheres, idosos e pessoas com diabetes também podem apresentar suor frio repentino, náuseas, tontura, falta de ar desproporcional ao esforço ou mal-estar indefinido. O surgimento súbito desses sintomas exige atendimento médico imediato.

Prevenção e aferição correta

Para medir a pressão em casa, é preciso permanecer sentado e em repouso por pelo menos cinco minutos, com as costas apoiadas, os pés no chão e as pernas descruzadas. O braço deve estar descoberto, apoiado na altura do coração, com a palma da mão voltada para cima. Também é recomendado esvaziar a bexiga antes da aferição e não conversar durante o procedimento.

O acompanhamento preventivo pode incluir colesterol, glicemia e outros indicadores definidos pelo médico conforme a idade, o histórico familiar e os fatores de risco. Atividade física regular, alimentação equilibrada, controle da pressão, da glicemia e do colesterol, sono de qualidade e consultas periódicas também fazem parte dos cuidados recomendados pelo cardiologista.

Homens a partir dos 40 anos devem dar espaço maior ao acompanhamento cardiovascular na rotina preventiva, por causa do avanço gradual da aterosclerose. A orientação é não esperar sintomas graves para começar a cuidar da saúde vascular.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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