Poços de Caldas, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Pechincha termina com Zé Custódio levando botinas sem pagar
Brasil

Pechincha termina com Zé Custódio levando botinas sem pagar

Negociação em uma venda do interior de Goiás terminou com o freguês saindo de botinas novas e deixando a conta para depois.

O livro-caixa de Salim ganhou uma anotação incomum depois de uma negociação com Zé Custódio: “69 mil-réis — venda fiada.” O comerciante, porém, não recebeu o valor. O freguês saiu pela porta usando o par de botinas que acabara de experimentar.

A conversa começou quando Zé Custódio entrou na venda procurando uma botina. Salim apresentou um par marrom e destacou a resistência, a qualidade da costura, a sola e a capacidade de não deixar a água entrar. O preço inicial foi de cem mil-réis.

Conhecido por pechinchar — e chamado de Zé Custoso —, o freguês tentou reduzir o valor. Também propôs pagar depois, mas Salim recusou o fiado, afirmando que ele nunca pagava. A negociação seguiu com brincadeiras: Zé disse que cinquenta seria um valor possível, enquanto o comerciante respondeu que só o couro custava isso. Em outro momento, Salim afirmou que, para um inimigo, cobraria duzentos mil-réis.

O preço diminui

Depois de experimentar o calçado e dar três passos pela venda, Zé Custódio continuou negociando. Salim baixou o preço para setenta mil-réis. O freguês ofereceu sessenta e cinco; o vendedor contrapôs sessenta e oito; e os dois chegaram a sessenta e nove.

Salim embrulhou as botinas e pediu o pagamento. Zé, então, alegou que não tinha dinheiro. Ao remexer no bolso, encontrou um lenço, dois botões, um pedaço de fumo e uma moeda de tostão.

O comerciante perguntou por que ele tinha ido comprar uma botina sem dinheiro. Zé respondeu que precisava do calçado e sugeriu que pagaria quando tivesse condições. Salim insistiu em saber quando receberia. O freguês apontou para os próprios pés e disse que faria o pagamento quando a botina acabasse.

Antes de deixar a venda, Zé Custódio ainda aproveitou os elogios de Salim à durabilidade do produto. Se ela durasse bastante, afirmou, o comerciante teria de esperar bastante também.

Salim correu até a porta e gritou que o freguês não havia pago. Já no meio da rua, Zé respondeu que o vendedor tinha dito que o negócio era bom e que deveria aguentar. De volta ao interior da venda, Salim registrou a transação como fiada, riscou a anotação e deixou o caso sem pagamento definido.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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