O bitcoin operava praticamente estável nesta quarta-feira (30), cotado a US$ 84.577,21, enquanto os juros longos dos Estados Unidos continuavam em níveis elevados. No Brasil, a criptomoeda era negociada a R$ 437.361,96, com queda de 0,50%, por volta das 10h50.
A divulgação do PCE de agosto, indicador de inflação acompanhado pelo Fed, teve pouco impacto sobre o mercado cripto até o momento. O núcleo do índice e o acumulado do ‘core’ em 12 meses ficaram abaixo do esperado, o que levou à redução dos rendimentos dos Treasuries de curto prazo.
Demanda por bitcoin
A Binance Research avalia que a demanda no mercado à vista e os fluxos para ETFs de bitcoin nos Estados Unidos ajudaram a sustentar o preço nas últimas semanas. Em 21 de setembro, esses fundos registraram entrada de US$ 999 milhões, a maior do ano, e mantiveram fluxo positivo mesmo com a alta dos rendimentos dos títulos americanos.
Para a casa, o comportamento indica que o movimento não depende apenas de posições no mercado futuro. O cenário macroeconômico, porém, continua sendo o principal teste para a criptomoeda.
O rendimento do Treasury de dez anos chegou a 5,17% na semana passada, maior nível desde 2007. Ao mesmo tempo, aumentaram as expectativas de uma nova alta dos juros nos Estados Unidos. Segundo a Binance Research, a combinação de juros futuros mais altos, atividade econômica forte e petróleo em alta contribuiu para a correção do bitcoin depois que o ativo superou US$ 86 mil.
Entre as principais altcoins, a solana subia 1,6%, a US$ 120,62. XRP e BNB avançavam 1,3%, cotados a US$ 1,52 e US$ 770,16, respectivamente. O ether tinha alta de 0,1%, a US$ 2.700,06.







