As bolsas americanas operavam em queda firme nesta quinta-feira, pressionadas pela alta dos preços do petróleo, pelo avanço dos juros dos Treasuries e pela maior expectativa de aumento das taxas pelo Federal Reserve (Fed) na semana que vem.
Próximo às 10h45 (horário de Brasília), o Dow Jones recuava 0,30%, aos 52.223,52 pontos. O S&P 500 caía 0,49%, aos 7.598,71 pontos, enquanto o Nasdaq perdia 0,72%, aos 26.063,45 pontos. O setor de tecnologia registrava baixa de 1,03%.
A referência global do petróleo, o Brent, chegou a operar acima de US$ 105. O WTI, parâmetro americano, superou US$ 100 o barril. O movimento ocorreu em meio à ampliação do controle dos houthis sobre o Estreito de Bab el-Mandeb, segundo quatro fontes militares do governo do Iêmen, o que restringiu ainda mais o tráfego pela região do Golfo Pérsico.
A produção de óleo bruto da Arábia Saudita também caiu ao menor nível desde 1990. O avanço do petróleo contribuiu para a alta dos juros dos Treasuries, que já vinham pressionados após o anúncio dos valores de recompra de títulos pelo Tesouro.
O índice de preços ao produtor (PPI) subiu 0,4% em agosto ante o mês anterior, em linha com a estimativa do mercado. O núcleo do indicador, que exclui energia e alimentos, avançou 0,2% na comparação mensal, abaixo do consenso de 0,3%.
O resultado aumentou a atenção dos investidores para a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI), prevista para amanhã. Para o Bank of America, os dados do PPI que influenciam o núcleo do PCE, medida de inflação preferida pelo Fed, vieram mais fortes que o esperado e podem reforçar a possibilidade de alta de juros. O cenário-base do banco prevê três apertos até o fim do ano.
Dados compilados pelo CME Group mostram que as apostas em uma alta de juros subiram de 61,2%, ontem, para 70% hoje. Já a expectativa de manutenção recuou de 38,8% para 30%.







