Poços de Caldas, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Brasil e China negociam cooperação para estruturar mercados de carbono
Foto: Marcelo Theobald/Agência O Globo
Câmbio e custos

Brasil e China negociam cooperação para estruturar mercados de carbono

Delegação do Ministério da Fazenda viaja a Wuhan para discutir regras, operação e infraestrutura do mercado de carbono entre os dois países.

O Ministério da Fazenda vai a Wuhan, na China, para avançar nas discussões sobre a cooperação entre os dois países na estruturação de mercados regulados de carbono. A agenda inclui a negociação de um memorando de entendimento e a definição de um plano de trabalho para a Coalizão Aberta para Mercados Regulados de Carbono.

A delegação será liderada por Cristina Reis, secretária extraordinária do Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda, com participação de Ana Paula Cavalcante, subsecretária de Regulação e Metodologias. A equipe viaja na sexta-feira (11), inicia as atividades no domingo (13) e encerra a missão no dia 19 de setembro.

Reuniões e intercâmbio técnico

Em Wuhan, os representantes brasileiros participarão da 2ª Reunião de Alto Nível da Coalizão Aberta para Mercados Regulados de Carbono e de uma conferência com representantes de países europeus, africanos e asiáticos. O encontro discutirá experiências, desafios e caminhos para desenvolver mercados de carbono. O Brasil terá espaço de fala.

Também está prevista uma reunião entre Cristina Reis e Li Gao, vice-ministro da Ecologia e Meio Ambiente da China. Os governos devem avançar na proposta de memorando de entendimento sobre o tema, com expectativa de assinatura durante a 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP31), em Antalya, na Turquia.

A programação inclui dois dias de intercâmbio técnico sobre a operação e a infraestrutura dos mercados de carbono. A proposta é aprofundar o conhecimento sobre o funcionamento dos sistemas, identificar áreas para cooperação regulatória e organizar canais permanentes de diálogo. O intercâmbio também deve contribuir para consolidar o roteiro do memorando previsto para a COP31.

Durante a COP31, outras reuniões de alto nível devem definir orientações políticas para as entregas da coalizão em 2027.

Investimentos e reindustrialização

O Ministério da Fazenda avalia que o Brasil pode aprender com a experiência chinesa na criação de mecanismos de precificação da descarbonização. Para técnicos da pasta, mecanismos domésticos de precificação de soluções de mitigação serão fundamentais para atrair investimentos e fortalecer o mercado voluntário de carbono.

Uma parceria com a China poderá ampliar o fluxo de investimentos, atrair novas indústrias e estimular a exportação de créditos de carbono. A Fazenda também relaciona a agenda à necessidade de iniciar um processo de reindustrialização da economia.

A União Europeia, o Brasil e a China são fundadores da Coalizão Aberta para Mercados Regulados de Carbono. Alemanha, Canadá, Singapura, França, Noruega, Nova Zelândia, Reino Unido e Turquia estão entre os membros. O Banco Mundial e a Associação Internacional de Comércio de Emissões (IETA, na sigla em inglês) participam como observadores.

A coalizão busca mapear iniciativas existentes, aproximar experiências e desenvolver metodologias e mecanismos de mensuração alinhados entre os países. Outros países também demonstraram interesse em aderir, o que poderá contribuir para a interoperabilidade entre mercados nacionais de carbono e suas metodologias.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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