SÃO PAULO — O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o reajuste de 15% do Bolsa Família apenas recompõe o poder de compra dos beneficiários e acompanhou a inflação, sem representar aumento real de despesa. A declaração foi dada na sexta (18), durante o Fórum CEO Brasil 2026, realizado em Mata de São João (BA).
Durigan disse que a política fiscal do governo não muda por causa do programa. Segundo ele, a prioridade é manter a trajetória de melhora das contas públicas, enquanto a atualização do benefício preserva o valor recebido pelas famílias diante da inflação.
O ministro também falou sobre a redução no número de beneficiários após uma revisão cadastral. Na transição de 2022 para 2023, o Bolsa Família chegou a atender 21,9 milhões de pessoas, conforme os dados mencionados por ele. O programa encerrou 2025 com 18,7 milhões de famílias.
“É um número menor do que a gente recebeu”, afirmou Durigan, ao comparar o cenário atual com o volume registrado anteriormente. Ele atribuiu a redução ao cruzamento de informações e à organização dos cadastros.
Na avaliação do ministro, esse processo também contribuiu para a formalização no mercado de trabalho. Durigan declarou que 91% dos empregos gerados no ano passado foram ocupados por pessoas que deixaram o Bolsa Família e passaram ao mercado formal. Ele disse ainda que mais de 2 milhões de beneficiários saíram do programa por melhora de renda e ingresso no emprego.
Regras para apostas online
Durigan afirmou que o Ministério da Fazenda trabalha para endurecer as regras aplicadas às bets. A agenda inclui tributação, prevenção à lavagem de dinheiro e proteção dos consumidores, com atenção a crianças e adolescentes.
Para o ministro, a expansão das apostas ocorreu durante um período de quatro anos, quatro anos e meio sem regulamentação suficiente. A equipe econômica, segundo ele, busca preencher esse espaço e enfrentar efeitos como vício e problemas de saúde mental.







