Poços de Caldas, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
A próxima viagem começa aqui
Cinelli questiona contratação de advogado ligado a conselheira da Apex Partners
Foto: Divulgação
Câmbio e custos

Cinelli questiona contratação de advogado ligado a conselheira da Apex Partners

Ex-presidente da gestora pediu esclarecimentos sobre possível conflito de interesses na escolha do representante legal do grupo.

O ex-presidente da Apex Partners, Fernando Cinelli, questionou na Justiça, nesta terça-feira, a contratação de José Carlos Stein Júnior como representante legal do grupo. O advogado é marido da conselheira Simone Chieppe Moura.

Na manifestação, os advogados de Cinelli pediram esclarecimentos sobre as circunstâncias da contratação e sobre uma eventual participação de Simone em deliberações relacionadas ao escritório Stein & Associados. Eles também solicitaram informações sobre uma possível declaração de conflito de interesses.

A defesa afirmou que o vínculo exige transparência e pode alcançar atos praticados por um conselho do qual Simone fez parte. A petição ressalvou, porém, que a relação não impede, por si só, o exercício da advocacia.

Recuperação judicial

A Apex informou que o contrato com o escritório foi assinado em 2018 pelo próprio Cinelli. A gestora declarou que manteve os serviços por causa do histórico de êxito em demandas judiciais envolvendo a empresa e da experiência considerada necessária para o assessoramento jurídico do caso.

A disputa ocorre durante a crise financeira do grupo. Em agosto, a Apex informou ter encontrado “inconsistências financeiras” nos números e afastou Cinelli da presidência. Desde então, os dois lados passaram a travar um embate.

No último dia 14, a gestora protocolou um pedido de recuperação judicial na Vara de Recuperação Judicial e Falência de Vitória (ES). O passivo informado foi de R$ 985,6 milhões.

Uma manifestação técnica apresentada no último dia 22 pela Laspro Consultores, perícia escolhida para o processo, concluiu que nenhuma das 148 sociedades incluídas no polo ativo havia apresentado todos os documentos necessários ao processamento da recuperação judicial.

Na noite do dia 23, o juiz Marcos Pereira Sanches determinou que a Apex entregasse os documentos pendentes em até dez dias, contados daquela data. O descumprimento poderia levar à extinção do processo de reestruturação.

Cinelli também contestou o pedido de recuperação judicial e solicitou o adiamento do processo, alegando “falhas societárias e documentais”. A Apex afirmou que a solicitação de informações adicionais pela perícia seria natural em processos desse tipo.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5