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CIOs de bancos passam a atuar mais perto dos negócios, aponta BCG
Foto: Divulgação
Câmbio e custos

CIOs de bancos passam a atuar mais perto dos negócios, aponta BCG

Estudo do Boston Consulting Group identifica concorrência, regulação e inteligência artificial como fatores da mudança no setor bancário.

O papel dos chefes de tecnologia dos bancos está mais ligado à estratégia e aos negócios, segundo um estudo global do Boston Consulting Group (BCG). A mudança é impulsionada pelo aumento da concorrência no setor, pela ampliação das exigências regulatórias e pelo uso crescente de inteligência artificial (IA).

A avaliação do BCG é que os CIOs precisam organizar as funções e criar uma estrutura tecnológica capaz de apoiar toda a instituição. O estudo recomenda concentrar ações críticas para enfrentar problemas atuais e, ao mesmo tempo, preparar as prioridades futuras.

No Brasil, Alexandre Figueiroa, diretor do BCG, afirma que esses executivos deixaram de ser vistos apenas como responsáveis por infraestrutura, máquinas, data centers, computadores e sistemas. Segundo ele, profissionais de tecnologia já ocupam posições mais próximas da operação e há ex-CIOs em cargos de CEOs.

A digitalização dos serviços financeiros também contribuiu para essa transformação. Figueiroa afirma que as necessidades dos clientes avançaram para o digital e que a maioria usa o mobile como principal canal. Com a concorrência maior, os bancos precisam responder com rapidez às demandas do público, o que colocou o CIO em uma posição mais estratégica.

A inteligência artificial, especialmente a IA agêntica, é apresentada pelo diretor do BCG como uma possível nova revolução no mercado. Para ele, o desafio envolve integrar a tecnologia às rotinas e aos processos das organizações. Nesse cenário, o CIO deve habilitar as equipes a usar a IA, sem concentrar todas as decisões e entregas em sua própria área.

Regulação, nuvem e segurança

No campo regulatório, Figueiroa destaca o avanço do Open Finance e da computação em nuvem, acompanhado pelo aumento das preocupações com cibersegurança. Ele alerta que uma migração para a nuvem sem uma estratégia de arquitetura pode elevar os custos e aumentar a complexidade, especialmente quando a empresa passa a manter mais de um ambiente.

O perfil mais procurado pelas organizações é o chamado “t-shaped”: alguém com profundidade em tecnologia e conhecimento complementar de negócios e clientes. Para Figueiroa, esse profissional reúne a especialização técnica necessária e uma visão ampla sobre a instituição. O diretor avalia que esse modelo costuma estar associado a pessoas com mais senioridade.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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