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Dívidas de operadoras pressionam hospitais enquanto planos avançam no país
Foto: Arquivo/Agência Brasil
Câmbio e custos

Dívidas de operadoras pressionam hospitais enquanto planos avançam no país

Unimed-Rio acumula cerca de R$ 2 bilhões em débitos, e Golden Cross deixou passivos de cerca de R$ 200 milhões no Rio.

Prestadores de saúde do Rio de Janeiro enfrentam dificuldades financeiras com os passivos deixados por operadoras de planos de saúde. A Unimed-Rio/Ferj acumula dívidas de cerca de R$ 2 bilhões, enquanto a Golden Cross deixou passivos de cerca de R$ 200 milhões, segundo a Associação dos Hospitais do Estado do Rio de Janeiro (AHERJ).

A situação ocorre enquanto o mercado brasileiro de planos de saúde cresceu 11% desde 2020. No Rio, porém, o total de pessoas com convênio médico permaneceu na casa dos 5,5 milhões nos últimos cinco anos. Com isso, o estado avançou menos de 4% e perdeu espaço no setor.

Operadoras fluminenses encolhem

As três maiores operadoras fluminenses reuniam cerca de 1,5 milhão de usuários em 2020. No ano passado, o total estava em torno de 800 mil, uma redução pela metade.

A Unimed-Rio passou de 767 mil beneficiários em 2020 para 205 mil atualmente, após uma crise que se estende há mais de uma década. Em menos de dois anos, a gestão foi repassada à Ferj (Federação das Unimeds do Rio de Janeiro) e à Unimed-Brasil. A operadora perdeu 70% dos usuários no período analisado.

A Golden Cross teve a liquidação extrajudicial decretada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em maio de 2025. Já a carteira da Assim Saúde diminuiu cerca de 15%. A empresa foi vendida há 20 dias ao empresário Rafael da Motta, fundador da corretora Case e presidente do conselho da unidade brasileira da Arthur Gallagher. A operação ainda está em análise pela ANS.

Migração para outras empresas

Operadoras de atuação nacional, como Amil e Hapvida, vêm ampliando sua presença no Rio. Em meados de 2024, a Amil firmou com a Golden Cross um acordo de compartilhamento de riscos. Pelo arranjo, os clientes da operadora carioca eram atendidos na rede credenciada da Amil, e os pagamentos das mensalidades eram destinados à empresa.

Clientes em boas condições conseguem migrar para outras operadoras. Pessoas com histórico de doença ou idade avançada, porém, enfrentam dificuldades ou muitas vezes não conseguem contratar outro plano.

O Rio de Janeiro é o terceiro estado em volume de usuários de planos de saúde, atrás de Minas Gerais, com 5,9 milhões, e de São Paulo, líder com 18,6 milhões.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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