SÃO PAULO — As taxas de juros e as condições de crédito devem ser o principal fator nas decisões de investimento das empresas em 2027. Essa foi a escolha de 54,6% dos participantes de uma enquete realizada na terça-feira (8), durante a cerimônia da 26ª edição do anuário Valor 1000.
O cenário internacional e o comércio exterior ficaram em segundo lugar, com 23,1% das respostas. Na sequência, apareceram o cenário fiscal e a trajetória da dívida pública, escolhidos por 22,3% da plateia.
Na abertura do evento, Frederic Kachar, diretor-geral da Editora Globo e do Sistema Globo de Rádio, afirmou que as receitas das empresas voltaram a crescer em termos reais. Segundo ele, esse movimento ainda não se traduziu em melhora da margem operacional. Kachar também citou o aumento das despesas financeiras e os efeitos do período prolongado de juros elevados sobre as companhias.
Prioridades para o próximo governo
O equilíbrio fiscal e a redução do custo de capital foram apontados por 64,6% dos participantes como as principais prioridades econômicas do próximo governo para promover o crescimento do país e ampliar a competitividade das empresas brasileiras.
Reformas estruturais receberam 15,8% das respostas. Infraestrutura e logística somaram 12,7%, enquanto inovação, tecnologia e digitalização ficaram com 7%.
A enquete também mediu a percepção dos executivos sobre a inteligência artificial. Para 51,6%, a tecnologia já produz impacto transformacional nos negócios em diversas áreas. Outros 41,8% disseram que a IA já afeta as empresas, mas ainda está restrita a projetos-piloto ou áreas específicas. Com isso, 93,4% dos participantes relataram algum nível de impacto da tecnologia em seus negócios.
As demais respostas indicaram que a IA está em fase de planejamento ou estudo para 3,3% dos participantes. Outros 2,2% disseram que a tecnologia ainda não impacta diretamente suas empresas, e 1,1% não acredita em efeito relevante no curto prazo.







