O Departamento de Transportes dos Estados Unidos vai oficializar na segunda-feira padrões menos rigorosos de consumo de combustível para carros e caminhões até 2031. A decisão reverte a política adotada durante o governo de Joe Biden para estimular as montadoras a produzir mais veículos elétricos.
A proposta prevê uma média de 34,5 milhas por galão, ou 14,7 km por litro, para toda a frota em 2031. Durante o governo Biden, a meta prevista era de 50,4 milhas por galão, equivalentes a 21,4 km por litro. O departamento estima que a mudança reduzirá, em média, US$ 930 do preço dos veículos novos.
Donald Trump afirmou ter aprovado os novos padrões. O secretário dos Transportes, Sean Duffy, classificou a decisão como “Uma grande vitória para os trabalhadores do setor automotivo americano” e disse que a medida seria anunciada na segunda-feira.
Impacto no consumo e nas emissões
De acordo com as estimativas do próprio Departamento de Transportes, a flexibilização também aumentará o consumo de combustível em cerca de 100 bilhões de galões até 2050. Os gastos com combustíveis devem crescer US$ 185 bilhões, enquanto as emissões de dióxido de carbono subiriam cerca de 5%.
A iniciativa ocorre enquanto os motoristas americanos enfrentam preços de combustíveis mais altos desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, no fim de fevereiro.
Durante o governo Biden, a eficiência exigida para carros aumentou 8% ao ano nos anos-modelos de 2024 e 2025, 10% em 2026 e 2% ao ano de 2027 a 2031. Em dezembro, o governo Trump havia proposto reduzir retroativamente o padrão do ano-modelo de 2022 e, depois, elevá-lo entre 0,25% e 0,5% ao ano até 2031.
Pete Buttigieg, que comandou o Departamento de Transportes no governo Biden, afirmou que a redução das metas pode facilitar a venda de veículos menos eficientes e fazer os americanos pagarem mais nos postos de combustível.







