A Netlist pediu à Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (ITC) que impeça a entrada no país de chips de memória da Micron e de produtos de tecnologia usados em computação de inteligência artificial. A solicitação envolve itens associados ao Google, à Nvidia e à Broadcom.
A empresa apresentou a queixa inicialmente sob sigilo na sexta-feira e informou o caso nesta terça-feira (29). Na avaliação da Netlist, os componentes da Micron e os equipamentos das três empresas incorporam uma tecnologia de memória de alta largura de banda protegida por duas patentes.
Produtos incluídos no pedido
A medida abrange dispositivos de memória dinâmica de acesso aleatório, conhecidos pela sigla DRAM, além de unidades de processamento gráfico (GPUs), servidores e outros produtos. A Netlist afirma que esses itens usam a tecnologia da Micron de forma incompatível com suas patentes.
Representantes da Micron, do Google, da Nvidia e da Broadcom não responderam imediatamente aos pedidos de comentário nesta terça-feira (29).
“Esta ação reflete nosso compromisso contínuo de proteger nossas tecnologias fundamentais contra o uso não autorizado”, disse C.K. Hong, diretor-presidente da Netlist. Ele afirmou que a empresa desenvolve tecnologias avançadas de memória há décadas e que elas são usadas na infraestrutura de inteligência artificial em expansão.
Outras disputas de patentes
A empresa também tem uma decisão de US$ 445 milhões contra a Micron por violação de patentes. O resultado foi obtido em 2024, em um tribunal federal de Marshall, no Texas.
Em agosto, a Netlist apresentou outra queixa à ITC contra a Micron. Nesse caso, a reclamação envolve chips empregados em produtos da Super Micro Computer, da Hewlett Packard Enterprise e da Lenovo.
No mesmo mês, a Netlist fechou um acordo com a Samsung em uma disputa separada sobre patentes de memória. Antes disso, havia conseguido decisões que totalizavam US$ 421 milhões contra a empresa sul-coreana no tribunal do Texas.







