“Meus amigos”, de Hisham Matar, acompanha vidas afetadas pela ditadura de Muammar Gaddafi na Líbia e coloca as amizades no centro de uma história sobre exílio, memória e distância.
A obra começa com uma despedida e termina com o plano de um retorno. Entre esses dois momentos, a narrativa se apoia nas relações criadas longe de casa e nos vínculos mantidos pela lembrança de quem está distante.
As amizades aparecem como uma forma de amparo diante da solidão vivida por imigrantes. O livro também trata da capacidade da palavra de preservar experiências e recuperar alegrias breves encontradas ao longo do caminho.
Hisham Matar participou da última edição da Flip. Em “Meus amigos”, o autor adota o tom de alguém acostumado à tristeza, mas que continua observando a força das relações e da memória na vida de quem precisou se afastar do lugar de origem.







