O Ibovespa terminou o pregão em queda de 0,27%, aos 183.477 pontos, depois de atingir 182.151 pontos no pior momento da manhã. O índice reduziu as perdas ao longo do dia, mas ficou abaixo da máxima de 184.214 pontos. Na semana, acumulou baixa de 0,95%.
A reação dos investidores ocorreu em meio à notícia de um possível avanço diplomático entre os Estados Unidos e o Irã, que provocou alívio nos preços do petróleo no exterior. Os dois países, porém, mantiveram os ataques entre si. O desempenho favorável de ações de bancos e da Vale também ajudou a limitar a queda.
As ações mais líquidas se recuperaram durante o pregão, com exceção dos papéis da Petrobras. As ações preferenciais do Itaú subiram 0,62%, enquanto as ordinárias da Vale avançaram 0,16%. Na direção oposta, as preferenciais da Petrobras recuaram 2,42% e as ordinárias caíram 2,00%.
No ambiente doméstico, o mercado acompanhou o IPCA-15, que subiu 0,70% em setembro, acima das estimativas. A alta, contudo, ficou concentrada em itens voláteis e menos ligados ao ciclo econômico.
O cenário eleitoral também permaneceu no radar, a nove dias da votação do primeiro turno. Notícias sobre conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, além da redução da vantagem do candidato bolsonarista sobre o petista em plataformas de mercados preditivos proibidas no Brasil, pressionaram a bolsa local.
Luiz Inácio Lula da Silva voltou a afirmar que “vai acabar” com as apostas online. Em comício em Maceió, na noite de quinta-feira (24), o presidente havia relacionado o tema ao endividamento dos brasileiros e ao uso do cartão de crédito.
O Inter projeta o Ibovespa em 193 mil pontos ao fim deste ano e em 207 mil pontos no encerramento de 2027, mas avalia que o resultado das eleições será decisivo para essas estimativas. O volume financeiro negociado foi de R$ 15,5 bilhões e de R$ 23,1 bilhões.
Em Wall Street, o Dow Jones subiu 0,93%, o S&P 500 avançou 0,51% e o Nasdaq ganhou 0,48%.







