MINAS GERAIS — O número de mineiros com 60 anos ou mais inadimplentes chegou a 1.773.388 em agosto de 2026, alta de 9,6% em relação aos 1.618.001 registrados no mesmo mês de 2025. A faixa etária também liderou o crescimento proporcional das renegociações no estado, conforme o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa, divulgado nesta quinta-feira (1º).
Entre janeiro e agosto de 2026, pessoas com 65 anos ou mais renegociaram 65.750 débitos em Minas Gerais. No mesmo período de 2025, foram 51.704 acordos, o que representa avanço de 27,17%, maior alta entre as faixas etárias analisadas.
Renegociações por idade
O segundo maior crescimento no estado foi registrado entre mineiros de 41 anos a 65 anos. Os acordos passaram de 837.685 para 1.004.226, aumento de 19,88%.
Na faixa de 26 anos a 40 anos, o total subiu de 1.281.077 para 1.504.737, alta de 17,46%. Já entre pessoas de 18 anos a 25 anos, as renegociações foram de 424.290 para 461.427, avanço de 8,75%. Somadas todas as idades, as negociações cresceram 17,01% em Minas Gerais.
Para Aline Vieira, especialista em educação financeira da Serasa, a alta das renegociações ocorre junto com uma pressão sobre as finanças dos idosos. “Além de renegociar, é importante que esses consumidores tenham suporte e orientação para reorganizar o orçamento”, afirmou.
Inadimplência em outras faixas
Entre mineiros de 41 anos a 60 anos, a quantidade de inadimplentes aumentou 6,1%, de 2.635.165 para 2.794.912 pessoas. O grupo de 26 anos a 40 anos teve alta de 3,8%, passando de 2.504.148 para 2.600.491.
Na faixa de 18 anos a 25 anos, o crescimento foi de 0,4%, com o número subindo de 821.700 para 825.266 inadimplentes.
No cenário nacional, idosos com 65 anos ou mais renegociaram 849 mil débitos entre janeiro e agosto de 2026, contra 689 mil no mesmo intervalo de 2025. A alta foi de 23,1%, também a maior entre as faixas etárias. Apesar disso, esse grupo concentrou 2,2% dos acordos fechados.
As negociações cresceram 18,7% entre brasileiros de 18 anos a 25 anos, de 5 milhões para 6 milhões. Entre pessoas de 26 anos a 40 anos, passaram de 15,7 milhões para 18,3 milhões, alta de 16,8%. Na faixa de 41 anos a 65 anos, foram de 11,1 milhões para 13 milhões, elevação de 16,6%. A inadimplência entre brasileiros com 60 anos ou mais aumentou 10,7% de agosto de 2025 a agosto de 2026.







