O fim do Bônus de Itaipu foi o principal fator por trás da alta de 0,70% do IPCA-15 em setembro, informou o IBGE. O índice, que funciona como uma prévia da inflação oficial, havia registrado deflação de -0,40% em agosto.
Com o resultado, o indicador acumula avanço de 3,82% no ano e de 4,47% em 12 meses. A divulgação ocorreu nesta sexta-feira 25.
A maior pressão veio do grupo Habitação, que subiu 2,07%. Dentro dele, a energia elétrica residencial teve alta de 7,42%. O aumento ocorreu após o encerramento do desconto aplicado nas faturas de agosto, criado a partir da distribuição de saldo positivo da hidrelétrica de Itaipu.
Como o benefício não foi concedido em setembro, a comparação com o mês anterior elevou a tarifa. O efeito já era previsto por analistas.
Entre os demais grupos, Transportes registrou alta de 0,60%, influenciado pelo avanço de 9,82% nas passagens aéreas. Nos combustíveis, a gasolina subiu 0,30%, enquanto o óleo diesel recuou -0,78%.
Alimentação e bebidas teve variação de 0,40%. A alimentação no domicílio avançou 0,38%, depois de apresentar deflação em agosto. O tomate subiu 20,76%, o arroz teve alta de 2,39% e as carnes aumentaram 1,30%. Na direção oposta, o feijão carioca caiu -6,33% e a cebola, -4,41%.
O IPCA-15 reúne preços coletados entre os dias 15 do mês anterior e 15 do mês de referência. O IPCA de setembro será divulgado pelo IBGE em 9 de outubro.








