A curva de juros brasileira manteve a resiliência na sexta-feira, mesmo após a surpresa de alta do IPCA-15 de setembro. O movimento ocorreu enquanto investidores locais e estrangeiros ampliaram as apostas em uma queda das taxas, acompanhando as perspectivas para a eleição presidencial de outubro.
Os juros locais também operaram descolados de outras classes de ativos domésticos. No mercado, essa classe é uma das preferidas para expressar as expectativas relacionadas ao pleito, que ocorre a pouco mais de uma semana.
O otimismo dos agentes está associado à possibilidade de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Assim, a piora do indicador de inflação não alterou a leitura predominante entre os investidores sobre o cenário eleitoral e seus possíveis efeitos sobre as taxas de juros.







