As bolsas de Nova York abriram em queda nesta segunda-feira, pressionadas pela alta dos preços do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries. A rejeição, pelo presidente americano Donald Trump, das condições para um cessar-fogo apresentadas pelo Irã ampliou a incerteza no Oriente Médio e a percepção de risco entre investidores.
Por volta das 10h35 (de Brasília), o Dow Jones recuava 0,70%, aos 51.463,58 pontos. O S&P 500 caía 0,49%, aos 7.705,19 pontos, enquanto o Nasdaq tinha baixa de 0,49%, aos 26.935,039 pontos.
Quase todos os setores da bolsa americana operavam no negativo. A exceção era o segmento de energia, que avançava 0,75%, acompanhando a valorização dos contratos futuros de petróleo.
O Brent, contrato mais líquido, era negociado próximo a US$ 106 por barril no mesmo horário. A alta ocorria mesmo após a retomada do fluxo de petróleo pelo oleoduto Leste-Oeste, na Arábia Saudita. A estrutura havia sido paralisada na semana passada devido a ataques dos houthis.
A combinação entre o avanço do petróleo e o aumento dos rendimentos dos Treasuries ocorre em um cenário de tensão no Oriente Médio e de estresse no mercado de juros. Ainda assim, as bolsas americanas encerraram a semana passada em alta e próximas de suas máximas históricas.
O UBS GWM avalia que as ações podem absorver juros moderadamente mais altos caso o aperto monetário conduzido pelo Federal Reserve seja limitado, apoiado pela resiliência dos lucros corporativos. Em nota, os estrategistas afirmaram: “Os investidores devem permanecer posicionados para uma continuidade dos ganhos das ações”.
Para a instituição, a temporada mais recente de resultados foi forte tanto nos números divulgados quanto nas projeções futuras. Os investimentos contínuos em inteligência artificial também foram apontados como um impulso adicional.







