SÃO PAULO — O Sesc completa 80 anos com uma rede de 650 unidades fixas, 169 estruturas móveis e presença em mais de 2 mil municípios de todos os estados. Em 2025, a instituição atendeu 144 milhões de pessoas e realizou mais de 11 milhões de ações nas áreas de educação, saúde, cultura, lazer e assistência.
A programação do aniversário inclui a abertura do Sesc Caborê, em Paraty, uma mostra gratuita com 80 obras originais de Pablo Picasso, em Vitória, e um festival com atividades gratuitas em São Paulo. A exposição vai passar por diferentes regionais.
Rede, recursos e público prioritário
O Sesc é uma entidade privada sem fins lucrativos, administrada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A instituição foi criada por decreto-lei de 13 de setembro de 1946, depois de discussões realizadas por lideranças empresariais em Teresópolis, no Rio de Janeiro.
A estrutura inclui a Administração Nacional, o Conselho Nacional, o Departamento Nacional e 27 regionais com autonomia para operar. A força de trabalho reúne cerca de 48 mil pessoas. Os recursos vêm principalmente do recolhimento compulsório de 1,5% sobre a folha de pagamento das empresas do setor, feito pela Receita Federal.
Em 2025, essa arrecadação respondeu por 70% da receita total de R$ 13,7 bilhões. As despesas ficaram em R$ 12,3 bilhões. A prestação de contas é encaminhada a órgãos como o Tribunal de Contas da União.
A credencial plena é o principal vínculo com o público prioritário: trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo e seus dependentes. Embora a maior parte das atividades seja aberta à sociedade, serviços de alta procura, como odontologia, são restritos.
Expansão e transformação digital
A instituição mantém projetos de construção e reforma. Em 2026, estão previstas as inaugurações das unidades Parque Dom Pedro II, na capital paulista, e Marília, no interior. Outras 13 unidades também têm trabalhos programados, com investimento de R$ 4 bilhões.
O futuro inclui a ampliação da presença digital. Um aplicativo permitirá consultar, por geolocalização, as atividades da unidade mais próxima. A política cultural está sendo revisada para incorporar o ambiente digital e a linguagem de cultura e novas tecnologias.
A diretora de Saúde, Cultura, Lazer e Assistência do Departamento Nacional, Diana Abreu, afirma que a tecnologia deve ser incorporada sem substituir a convivência presencial: “O desafio é trazer o DNA da tecnologia sem perder a nossa essência”.
Entre os projetos anunciados está o festival Sesc Brasil Histórico, que em 2027 circulará como piloto por centros históricos com atividades e experiências tecnológicas. A instituição também enfrenta ajustes na relação com artistas, técnicos e intelectuais e mantém programas voltados ao desenvolvimento gerencial e à saúde mental dos funcionários.







