Poços de Caldas, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
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Simples Nacional: empresas devem avaliar regime híbrido até 30 de setembro
Foto: Agência Brasil
Câmbio e custos

Simples Nacional: empresas devem avaliar regime híbrido até 30 de setembro

Escolha para o primeiro semestre de 2027 pode alterar preços, margens, créditos tributários e relações comerciais.

Empresas do Simples Nacional têm até 30 de setembro de 2026 para decidir se vão adotar o regime híbrido de tributação no primeiro semestre de 2027. A alternativa faz parte da transição para o novo sistema tributário e permite manter os demais tributos no Simples, enquanto o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) são recolhidos pelo regime regular, fora do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS).

A escolha será válida entre janeiro e junho de 2027. Para o segundo semestre, será aberto um novo período de decisão. Antes de optar, as empresas devem comparar os efeitos dos dois modelos sobre custos, margens, preços e fluxo financeiro.

O contador e consultor de negócios Israel Rodrigues afirma que a avaliação precisa levar em conta a operação completa de cada empresa. “Não é simplesmente tirar dois tributos do DAS”, explica. Segundo ele, IBS e CBS podem influenciar a formação de preços, a relação com fornecedores e clientes e a geração e utilização de créditos.

Empresas que vendem principalmente para outras pessoas jurídicas devem observar com atenção a sistemática de créditos dos novos tributos no regime regular. A composição da carteira de fornecedores também pode alterar o resultado da escolha. Por isso, a análise não deve se limitar ao faturamento anual ou à comparação entre alíquotas.

A orientação é fazer simulações antes do prazo, considerando faturamento, custos, margens, fornecedores, perfil dos clientes e estrutura de preços. Esses dados ajudam a estimar os efeitos de recolher IBS e CBS dentro ou fora do Simples.

Para Rodrigues, a Reforma Tributária deve entrar no planejamento financeiro e comercial, porque pode afetar a precificação, contratos com fornecedores, negociações com clientes e o caixa. “É necessário fazer a conta considerando a operação inteira”, afirma.

A decisão sobre o regime híbrido, portanto, deve ser incluída no planejamento para 2027. A atenção tende a ser maior entre empresas que fazem negócios com outras pessoas jurídicas, devido ao possível peso dos créditos tributários na cadeia comercial.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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