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UBS avalia deixar a Suíça diante de novas exigências de capital
Foto: Steffen Schmidt/Keystone/AP
Câmbio e custos

UBS avalia deixar a Suíça diante de novas exigências de capital

Banco pode ter de manter até US$ 16 bilhões adicionais em capital CET1 se a proposta aprovada pela Câmara Alta virar lei.

O UBS Group AG se aproxima de uma decisão sobre seu futuro na Suíça. O maior banco do país avalia os custos de transferir a sede para o exterior enquanto enfrenta a possibilidade de ter de manter até US$ 16 bilhões adicionais em capital CET1, caso prevaleça a regra aprovada pela Câmara Alta do Parlamento.

A exigência é vista pelo CEO Sergio Ermotti e pelo presidente do conselho, Colm Kelleher, como uma ameaça ao modelo de negócios da instituição. A alternativa seria permanecer no país e operar sob regras que os dois executivos criticaram por poderem reduzir a competitividade do banco.

O UBS chegou a conversar sobre a mudança com executivos do Nordea Bank Abp, instituição finlandesa que transferiu sua sede de Estocolmo, na Suécia, para Helsinque quase uma década atrás. O Nordea negou que tenha havido conversas desse tipo com integrantes de alto escalão e afirmou que não se arrepende da transferência.

Pressão por uma saída e possibilidade de acordo

A investidora Artisan Partners declarou que os custos enfrentados pelo UBS na Suíça não deixam uma alternativa real além da saída. A Cevian Capital AB já havia defendido a mesma medida.

O banco, porém, ainda tenta convencer os legisladores a reduzir o alcance da regulamentação. Em comunicado, o UBS afirmou: “nosso objetivo é continuar operando com sucesso como um banco global a partir da Suíça”. A instituição também disse que pretende apresentar informações e análises aos acionistas e defender regras direcionadas.

O governo suíço e parte dos parlamentares consideram que o status do UBS como banco suíço é importante demais para ser abandonado. A ministra das Finanças, Karin Keller-Sutter, lidera o grupo que avalia uma mudança de sede como custosa demais.

Uma proposta intermediária poderia exigir que as unidades estrangeiras mantivessem capital equivalente a 75% do nível defendido pela Câmara Alta, de 90%. O plano inicial do governo previa 100%. No cenário de 90%, o UBS calcula uma necessidade adicional de aproximadamente US$ 16 bilhões em capital CET1. Com 100%, a estimativa sobe para cerca de US$ 20 bilhões.

O governo, por sua vez, calcula a diferença de capital do banco em US$ 5 bilhões e US$ 9 bilhões, respectivamente. A justificativa é evitar que contribuintes locais assumam os riscos das operações internacionais da instituição.

Próximas etapas no Parlamento

A Câmara Baixa será a próxima a analisar a reforma. As comissões devem preparar uma recomendação em 26 e 27 de outubro e em 23 e 24 de novembro. A apreciação em plenário pode ficar para dezembro.

Se a Câmara Baixa aprovar o mesmo texto da Câmara Alta, a proposta seguirá para virar lei. Caso os parlamentares adotem uma versão diferente, o projeto voltará entre as duas Casas, aumentando o prazo para uma decisão.

Também existe a possibilidade de um plebiscito. Os social-democratas afirmaram que pretendem buscar 50 mil assinaturas caso o Parlamento aprove uma lei considerada favorável ao UBS.

O banco também teria avaliado uma combinação com o Morgan Stanley ou com outra grande instituição dos Estados Unidos como caminho possível para transferir sua sede. Não há indicação de que exista uma negociação em andamento. O UBS monitora potenciais alvos no mercado americano, mas não tem planos imediatos de fusão ou aquisição e aguarda mais clareza sobre a reforma do capital.

Alternativas para permanecer na Suíça

Se decidir ficar, o UBS poderá reduzir sua presença internacional. A medida diminuiria o volume de capital que precisaria manter no país para apoiar subsidiárias estrangeiras, mas aumentaria os custos de manutenção e expansão dessas operações.

Essa opção entraria em conflito com a estratégia de crescimento internacional adotada pelo banco, que obteve recentemente uma licença bancária mais ampla nos Estados Unidos. Ermotti resumiu a posição ao afirmar que “encolher não é uma opção”.

Outra possibilidade é transferir mais capital de subsidiárias estrangeiras para a unidade suíça, prática conhecida como transferência ascendente de recursos. Parte desse movimento já foi realizada, mas o efeito restante não deve ser suficiente para resolver toda a necessidade.

A retenção de lucros poderia elevar o patrimônio líquido com mais rapidez. O UBS registrou lucro líquido de US$ 7,8 bilhões no ano passado, mas a redução de dividendos e de recompras de ações tende a aumentar a pressão dos investidores sobre os papéis do banco. A captação de recursos com acionistas também é uma alternativa, embora provoque diluição das participações.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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