O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou nesta sexta-feira (25) que a bandeira tarifária será verde em outubro. Com isso, os consumidores não terão cobrança adicional nas contas de luz, ao contrário do que ocorre com a bandeira amarela, vigente em setembro.
A mudança elimina o adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou a adoção da bandeira verde e informou que a divulgação já estava prevista para esta sexta-feira (25), como ocorre mensalmente na última sexta-feira de cada mês.
Chuvas e reservatórios
Em nota, a Aneel atribuiu a decisão ao aumento das chuvas nas regiões Sul e Sudeste, com o início da transição entre os períodos seco e úmido. Segundo a agência, esse cenário contribuiu para estabilizar o nível dos reservatórios das hidrelétricas.
A condição também deve reduzir o acionamento de fontes mais caras, como as usinas termelétricas, evitando a cobrança adicional nas contas de luz. O ministro afirmou que as chuvas registradas no mês e o planejamento do setor elétrico, especialmente diante do El Niño, foram importantes para a definição.
O anúncio foi antecipado por Silveira em seu perfil no X, antigo Twitter, às vésperas das eleições. A bandeira amarela estava em vigor desde maio deste ano, por causa das restrições para geração. De janeiro a abril deste ano, a bandeira tarifária permaneceu verde.
Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias indica o custo variável da produção de energia. A definição considera a disponibilidade de recursos hídricos, o avanço das fontes renováveis e o acionamento de fontes de geração mais caras.







