SENADOR CANEDO — A terceira fase da Operação Carbono Oculto investiga operações financeiras que teriam movimentado aproximadamente R$ 11,6 bilhões entre 2021 e 2025. Nesta quinta-feira, 24, um mandado de busca e apreensão foi cumprido em Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia.
A ação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo e pela Receita Federal. A apuração busca esclarecer se estruturas comerciais e financeiras foram usadas para ocultar os verdadeiros proprietários da Terrana, empresa do setor sucroalcooleiro que teria participado de operações envolvendo uma distribuidora de combustíveis.
Medidas em sete estados
Ao todo, foram determinadas buscas em 29 endereços ligados a 24 empresas e 13 pessoas físicas. As diligências também ocorrem em municípios de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso e Santa Catarina, além de Senador Canedo.
Os investigadores apontam que empresas e fintechs teriam movimentado, dividido e escondido recursos. Entre os pontos analisados estão cerca de R$ 370 milhões em direitos creditórios relacionados à Terrana e uma operação de aproximadamente R$ 100 milhões, que teria passado por contas de empresas e fintechs antes de chegar à companhia.
A presença do município goiano nesta etapa ocorre depois de uma ação anterior. Em agosto de 2025, o Ministério Público de Goiás (MPGO), por meio do Gaeco, cumpriu 10 mandados de busca e apreensão em empresas ligadas ao comércio, à produção e à distribuição de combustíveis na cidade. Na ocasião, a investigação apurava lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.
Pessoas e empresas investigadas
Entre os alvos estão Humberto Arthur Tupinambá Neto, executivo do Banco Genial, os irmãos André e Bruno Tupinambá e o empresário Antonio Carlos Freixo Junior, proprietário da Entre Investimentos. O grupo Entre aparece entre as empresas que financiaram o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Também são investigadas pessoas e empresas relacionadas às estruturas financeiras. A apuração considera a possível utilização de investimentos de fachada e operações financeiras atípicas. Os alvos são investigados por eventual participação nas operações sob suspeita.







