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Da técnica à gestão: Carol Basílio explica como estruturou o próprio negócio
Brasil

Da técnica à gestão: Carol Basílio explica como estruturou o próprio negócio

Neurocientista relata que buscou formação empresarial, reorganizou a atuação e criou o Método 4P para transformar conhecimento em resultados.

A experiência de Carol Basílio no empreendedorismo mostrou que domínio técnico não garante, sozinho, crescimento sustentável. Neurocientista do comportamento e especialista em liderança, ela identificou dificuldades em planejamento, gestão financeira, posicionamento de mercado e organização de equipes ao transformar sua atuação profissional em empresa.

A mudança de trajetória começou depois da participação em um grande projeto no Hospital Albert Einstein. A experiência abriu novas possibilidades de trabalho e levou Carol a estudar desenvolvimento humano, área que passou a orientar uma transição de carreira.

Quando o conhecimento técnico não basta

Ao iniciar o próprio negócio, Carol percebeu que não tinha preparação suficiente para lidar com gestão empresarial, faturamento e outras demandas administrativas. Mesmo com investimentos e a contratação de serviços especializados, os resultados esperados não apareciam.

Ela também identificou uma diferença entre ser reconhecida como especialista e administrar uma empresa capaz de manter crescimento, faturamento e longevidade. Antes da reorganização, seu trabalho gerava valor para os clientes, mas ainda não estava estruturado como negócio.

“Por muito tempo não tive resultado sustentável”, afirmou Carol ao descrever o período em que trabalhava para cobrir as demandas da empresa sem conseguir manter uma evolução contínua.

A busca por respostas levou a especialista a frequentar ambientes voltados para negócios e a aprender a linguagem empresarial. A participação em um dos maiores eventos de empreendedorismo feminino do país também ajudou a reconhecer as lacunas existentes na própria gestão.

Estruturação e mudança de comportamento

A reorganização incluiu apoio especializado e formalização da empresa. Para Carol, porém, a principal transformação ocorreu no comportamento: ela deixou de atuar com uma postura amadora e passou a assumir o papel de empresária.

Na avaliação dela, um erro comum é copiar estratégias usadas por outras empresas sem considerar o público, os objetivos e as características do próprio negócio. A gestão, nesse caso, precisa partir da realidade da empresa e de metas definidas para ela.

Os primeiros resultados vieram em dois meses. Depois, o crescimento foi acompanhado por outros marcos ao longo do ano: quatro meses e oito meses.

A experiência também mudou a forma como Carol compreende a liderança. Para ela, liderar não depende apenas de ocupar um cargo, mas está relacionado aos papéis exercidos. Esse entendimento se conecta à autoliderança, vista como a capacidade de conduzir a própria evolução e reconhecer onde se está, onde se chegou e onde se pretende chegar.

Método 4P

A necessidade de organizar conhecimentos e tornar o trabalho mais eficiente levou à criação do Método 4P. A proposta é transformar informações em um processo prático, aplicável tanto em atendimentos individuais quanto em programas corporativos, com maior resultado e menos esforço.

O método começa pela percepção, etapa dedicada a compreender a realidade de pessoas, equipes ou organizações. Depois, analisa os padrões de comportamento e de trabalho já existentes, buscando identificar como foram formados.

O terceiro pilar é o posicionamento, que define as transformações esperadas e os comportamentos que devem ser desenvolvidos. Por fim, a performance verifica os resultados alcançados e considera o conjunto do processo.

Embora tenha sido criado para programas de desenvolvimento humano e liderança, o modelo reúne etapas relacionadas à gestão: compreender a situação atual, identificar padrões, estabelecer objetivos e medir resultados.

Para Carol, empreender exige continuar aprendendo, ampliar a visão estratégica, desenvolver a capacidade de liderar equipes e assumir efetivamente o papel de empresária. O domínio da profissão permanece importante, mas precisa ser acompanhado por conhecimento de gestão para que o crescimento se sustente.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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