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Cultura e matriz RACI entram no debate sobre crescimento empresarial no B55
Foto: Rogerio Vieira/Valor
Câmbio e custos

Cultura e matriz RACI entram no debate sobre crescimento empresarial no B55

Executivos defenderam governança, delegação gradual e acompanhamento contínuo do desempenho durante painel em São Paulo.

A descentralização de decisões em empresas em crescimento precisa vir acompanhada de regras claras sobre responsabilidades e governança, afirmou Igor Mascarenhas, cofundador e CEO da Pier Seguradora. Durante o painel “Desenvolvimento e Formação de Lideranças”, no B55 Conference, ele citou a matriz RACI como ferramenta para definir quem responde por cada decisão, quem aprova, quem deve ser consultado e quem precisa ser informado.

Para Mascarenhas, o modelo ajuda a dar autonomia às equipes. “Acho que é uma forma bem aterrizada, bem tática, de você empoderar o time”, afirmou. Na delegação, a orientação é começar por tarefas que não estejam entre as principais habilidades do fundador. As atividades em que ele tem melhor desempenho devem ser as últimas a passar para outra pessoa, segundo o executivo.

Cultura com consequências

A cultura organizacional também apareceu como parte central da gestão. Mascarenhas afirmou que os valores de uma empresa precisam ser acompanhados por consequências, inclusive quando um profissional apresenta bons resultados, mas viola os comportamentos esperados. “A cultura é o pior comportamento que você permite na empresa”, disse.

O executivo relatou um caso de conduta inadequada de uma pessoa com alto desempenho. Para ele, manter alguém nessa situação transmite à equipe a mensagem de que esse tipo de comportamento é aceito.

Desempenho ao longo do crescimento

André Krummenauer, cofundador e CEO da Involves, empresa de software para gestão, defendeu que o avanço da companhia exige novas camadas de liderança e critérios objetivos para avaliar o desempenho. Ele contou que, durante um período de estagnação, identificou cinco problemas no negócio, todos relacionados à liderança. A principal questão, segundo Krummenauer, era a gestão de performance.

Na avaliação do executivo, acompanhar funcionários apenas por meio de uma análise formal não é suficiente. O processo precisa ser contínuo e manter o mesmo nível de cobrança à medida que a empresa cresce.

O encontro acontece no Suhai Music Hall, em São Paulo, e deve receber cerca de 3 mil pessoas nos dois dias de programação. O evento reúne conteúdos sobre liderança, empreendedorismo e gestão.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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