APARECIDA DE GOIÂNIA — A Justiça proibiu Johny Araújo Souza de se aproximar da ex-namorada e de manter contato com ela depois que a jovem foi atingida duas vezes por um carro. O homem segue solto, e a Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o caso, ocorrido no último sábado, 26, no Setor Finsocial.
A decisão que protege a vítima foi assinada pela juíza Simone Pedra Reis, do 4º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Goiânia. Souza não pode ficar a menos de 500 metros da ex-companheira, frequentar a casa dela ou de familiares, nem usar qualquer meio de comunicação para falar com a jovem.
As medidas permanecem válidas por tempo indefinido enquanto houver risco à integridade da vítima ou de seus dependentes, conforme a magistrada. A Deam, o Batalhão Maria da Penha e o batalhão responsável pela área onde a jovem mora também devem ser informados sobre as determinações. Eventuais novos crimes ou descumprimentos precisam ser comunicados imediatamente à Justiça.
O que mostram as imagens
Câmeras de segurança registraram o momento em que o motorista acelera e atinge a jovem, que é lançada no asfalto. Depois, ele engata a marcha a ré e volta a passar com o veículo sobre ela. Segundo o relato da vítima, Souza deixou o local levando o celular e os documentos pessoais dela.
Antes do atropelamento, a jovem contou que estava com amigas em uma distribuidora quando recebeu o convite do ex para conversar. Ela entrou no carro e seguiu com ele para outro lugar. Dentro do veículo, afirmou ter sido agredida com socos, puxões de cabelo e golpes da cabeça contra o banco.
A vítima também relatou ter ouvido, durante uma ligação telefônica, outra mulher mandar Souza matá-la. Parte desse depoimento aparece na decisão judicial, que menciona ainda a informação da irmã da jovem sobre as agressões no Setor Finsocial. Depois de conseguir sair do carro, a vítima correu antes de ser atingida.
O Corpo de Bombeiros Militar de Goiás socorreu a jovem. Ela foi levada primeiro à UPA do Buriti Sereno e depois transferida para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira.
A jovem disse que o relacionamento durou cerca de um ano e que havia terminado cerca de um mês antes. Segundo ela, o ex não aceitava o fim e apresentava comportamentos de controle, manipulação e ciúmes, além de acusá-la de traição.
A Polícia Civil informou que a apuração corre sob sigilo e que as diligências estão em andamento. A defesa de Johny Araújo Souza não foi localizada.







