Poços de Caldas, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
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O novo gerente geral de hotel: dados, pessoas e estratégia no centro da função
Foto: Artigo_Jeferson
Brasil

O novo gerente geral de hotel: dados, pessoas e estratégia no centro da função

A liderança hoteleira passa a combinar análise financeira, tecnologia, gestão de equipes e compromissos ambientais e sociais.

A função de gerente geral de hotel está mudando. O profissional que antes avançava principalmente pela experiência em recepção, Alimentos & Bebidas e controle das rotinas operacionais agora precisa atuar também como estrategista, analista de informações e responsável pela cultura da equipe.

A avaliação é de Jeferson Munhoz, sócio diretor da Escola para Resultados e da operadora hoteleira HotelCare. Com mais de 30 anos de atuação em vendas, distribuição e marketing, ele aponta que o conhecimento da operação continua importante, mas deixou de ser suficiente para conduzir uma propriedade hoteleira.

As competências mais exigidas

A gestão orientada por dados ganhou espaço no setor. Além de acompanhar ocupação e diária média, o gerente geral precisa relacionar indicadores como RevPAR, GOPPAR — Lucro Operacional Bruto por Apartamento Disponível — e TrevPAR — Receita Total por Apartamento Disponível. A função também envolve conversas com investidores e fundos imobiliários, conectando o desempenho da operação à rentabilidade dos ativos.

Na gestão de pessoas, a retenção de profissionais e a convivência entre diferentes gerações estão entre as prioridades. Escuta ativa, flexibilidade nas jornadas quando possível e um ambiente baseado em propósito e pertencimento aparecem como práticas necessárias para lidar com equipes que reúnem trabalhadores experientes e jovens da Geração Z.

A tecnologia é outra frente da função. O gerente precisa avaliar o uso de inteligência artificial na precificação, além de ferramentas para check-in e autoatendimento. A automação, nesse cenário, deve reduzir tarefas burocráticas e permitir que as equipes se concentrem na hospitalidade.

A agenda ESG também passou a fazer parte da operação e das finanças. Entre as práticas citadas estão eficiência energética, gestão de resíduos, apoio às comunidades locais e diversidade na liderança.

Desafios para a hotelaria

A escassez de mão de obra qualificada aumenta a pressão por processos de recrutamento mais atrativos e planos de carreira claros. O profissional ainda precisa administrar a reputação digital, já que avaliações em plataformas influenciam a precificação e a demanda, além de responder com rapidez a conflitos.

Outro ponto é o equilíbrio entre os canais de distribuição. A redução da dependência das OTAs e o fortalecimento das vendas diretas por meio de CRM exigem integração com as áreas de Revenue Management e Marketing.

Para Munhoz, o gerente geral se aproxima do papel de CEO da propriedade. O desempenho depende da combinação entre empatia, inteligência emocional e comunicação, de um lado, e gestão financeira, análise de dados e visão de mercado, de outro.

Munhoz também acumula experiência em hotéis independentes e redes nacionais e internacionais, com passagens por Accor, Club Med e Bourbon. Participou de 30 aberturas e conversões hoteleiras no Brasil e na América do Sul e lecionou em instituições como USP, Anhembi Morumbi, Uninove e Senac. Também participou de associações de classe ligadas à FOHB e à Resorts Brasil.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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