MONTES CLAROS — O Aeroporto de Montes Claros opera atualmente dez voos por dia, entre cinco chegadas e cinco partidas, com ligações para Belo Horizonte e para os aeroportos de Congonhas e Guarulhos, em São Paulo. A estrutura passa por obras para acompanhar o aumento da movimentação e ampliar a capacidade do terminal.
Em 2025, mais de 340 mil passageiros passaram pelo aeroporto, volume mais de 40% superior ao registrado em 2022, no início da concessão. Para o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a expansão prepara o espaço para a demanda dos próximos anos. “Esse movimento vai transbordando para os aeroportos regionais”, afirmou.
As intervenções são financiadas com mais de R$ 200 milhões do governo federal e ocorrem sem interromper as operações. A conclusão está prevista para o fim deste ano. O pátio destinado às aeronaves passa de 20 mil metros quadrados (m²) para 45 mil m².
Mais espaço no terminal
A área do terminal de passageiros cresceu de 2,3 mil m² para 5,46 mil m². Com a ampliação, a capacidade anual avançou de cerca de 300 mil para 500 mil passageiros. O espaço comercial também aumentou, de aproximadamente 80 m² para mais de 660 m².
Em junho deste ano, foram concluídas melhorias nas áreas de check-in, inspeção, sala de embarque e restituição de bagagens. Também foram feitas intervenções na infraestrutura usada pelas operações das aeronaves.
O aeroporto integra um pacote de investimentos de R$ 5,7 bilhões anunciado no início deste ano. Desse total, R$ 4,7 bilhões vêm do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e R$ 1 bilhão, do Banco Santander. Os recursos são destinados a diferentes aeroportos do País.
Durante visita ao terminal, nessa terça-feira (29), o diretor-geral da Aena Brasil, Joaquín Rodríguez, disse que a nova estrutura poderá receber novas companhias e operações. “O aeroporto vai ficar pronto para receber novas companhias e novas operações, com mais capacidade e mais qualidade”, declarou.
Pesquisa com macaúba
Na mesma visita a Montes Claros, Tomé Franca esteve no Acelen Agripark, centro dedicado à tecnologia e à inovação com macaúba. Instalado em uma área de 138 hectares, o local trabalha com melhoramento genético e produção de mudas, com capacidade para germinar 1,7 milhão de sementes por mês e produzir 10,5 milhões de mudas por ano.
A macaúba é a principal matéria-prima prevista no projeto da Acelen Renováveis para produzir combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês) e diesel renovável (HVO, na sigla em inglês). A futura biorrefinaria, prevista para São Francisco do Conde, na Bahia, deverá produzir 1 bilhão de litros de combustíveis renováveis por ano. O início das operações está previsto para 2029.







